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Em diferentes favelas do Rio, desde a tarde da última quarta-feira (6), moradores passaram a receber mensagens de texto e áudio, através telefone celular, ou carros de som com, alertas para não circularem pelas ruas de comunidades depois das 22h. Em todas as mensagens, há ameaças para quem não cumprir as ordens. O toque de recolher é justificado como uma tentativa de conter o avanço do coronavírus.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando se traficantes teriam determinado um toque de recolher a moradores do bairro durante a pandemia do novo coronavírus. Há também investigações em outros pontos da cidade.

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De acordo com os comunicados, os moradores estão proibidos de ficar nas ruas a partir das 20h. Estão proibidas as “resenhas, pagodes, festas”, além das reuniões em praças e quadras. Os encontros em bares e comércios estão proibidos. Os moradores dessas localidades devem apenas comprar os produtos e retornar às suas casas. Sempre de máscaras. Todas mensagens são acompanhadas de ameças a quem não cumprir as ordens.

De acordo com um painel criado pelo site Voz das Comunidades para acompanhar a doenças nas favelas da cidade do Rio há 299 casos confirmados e 81 óbitos. Até o momento, 192 pessoas se recuperaram em levantamento feito até a tarde desta quinta-feira (7).