Foto: Palácio Piratini/Divulgação

O governador do Estado, Eduardo Leite, irá analisar com o Gabinete de Crise na segunda-feira (22) a possibilidade da região de Canoas voltar para a bandeira laranja. O pedido foi feito e anunciado pelo prefeito Luiz Carlos Busato neste domingo (21) durante a videoconferência. Uma das principais restrições da bandeira vermelha é o fechamento do comércio.

A região de agrupamento R08, que tem Canoas como referência e é composta por outros 17 municípios, foi classificada pelo plano de distanciamento controlado do Estado com a bandeira vermelha. O anúncio da mudança de bandeira ocorreu no final da tarde de sábado (20).

Pela regra do distanciamento controlado, as prefeituras têm até 24 horas para apresentar recurso. Os dados apresentados serão avaliados pelo Gabinete de Crise. Na segunda-feira à tarde, Eduardo Leite divulgará as bandeiras definitivas, que passam a valer a partir de terça (23).

Porque a região entrou na bandeira vermelha?

A mudança na bandeira na região de Canoas ocorre em função da velocidade do avanço de novos casos e da ocupação de leitos de UTI. Segundo os dados do Estado, a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto está em 86,5% na região R08. Se for considerado apenas Canoas, o indicador chega a 91%.

Bandeira vermelha: quais são as principais restrições?

Sob bandeira vermelha, o comércio de rua só pode funcionar para vender itens essenciais (artigos de saúde, alimentos, higiene, entre outros), e desde que com limitação de 50% no número de funcionários. Os demais tipos de estabelecimento devem permanecer fechados.

Nos shoppings, também só fica liberado o acesso a serviços como supermercados, farmácias e lavanderias, com 25% dos empregados. Restaurantes não podem receber clientes, apenas funcionar por telentrega, drive-thru ou retirada.