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Um projeto desenvolvido a partir de convênio entre a Universidade Feevale e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) está monitorando a presença de coronavírus no esgoto de Porto Alegre e da Região Metropolitana. O estudo, inédito no Rio Grande do Sul, tem como objetivo intensificar a vigilância epidemiológica da Covid-19 em efluentes e mananciais, auxiliando as autoridades de saúde na tomada de decisão das medidas de prevenção.

Os pesquisadores estão investigando, ainda, a hipótese de transmissão de coronavírus pelas vias fecal-oral ou fecal-respiratória. A pesquisa teve início em 11 de maio e, na semana passada, ocorreu a terceira rodada de análises moleculares para detecção do coronavírus em amostras de águas residuais e superficiais coletadas em Porto Alegre. Nesta semana, está prevista a coleta em Novo Hamburgo.

Segundo Caroline Rigotto, professora do mestrado em Virologia da Feevale e coordenadora do projeto, a ideia é estender o monitoramento por 10 meses, permitindo acompanhar a ocorrência e a distribuição do vírus ao longo da pandemia e das diferentes sazonalidades. “São esperados desdobramentos em estudos genômicos e de modelagem matemática ambiental para diagnóstico coletivo”, afirma Caroline.

Até o momento, foram analisadas 29 amostras coletadas em 10 pontos de coleta, distribuídos em duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), duas Estações de Bombeamento de Esgoto (EBE), um manancial altamente impactado e quatro hospitais. Também foram incluídas duas amostras coletadas em uma Estação de Tratamento de Água (ETA). Dessas 29 amostras analisadas, cinco apresentaram resultados positivos (17%). As amostras positivas foram coletadas em uma EBE, uma ETE e um hospital.

Caroline lembra que esses resultados são preliminares, mas destaca que, quando comparados os dados entre as três primeiras semanas de coleta, é possível observar um aumento do percentual de amostras positivas.