A delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, está investigando uma tentativa de latrocínio na cidade. Um dos acusados já foi preso.

Conforme a Polícia Civil, o preso cometeu o crime no dia sete de julho. Ele chegou na casa de uma idosa e disse que estava no local para buscar o cachorro de estimação do namorado da neta da vítima. Quando a avó deu as costas, ele a atingiu com um golpe na cabeça e a derrubou.

Com a vítima no chão, ele a amarrou, a amordaçou e começou a espancar a idosa. Ele disse que estava no local cumprindo ordens para matá-la e exigia a quantia de três mil reais. Por fim, o criminoso cortou o pescoço da vítima com uma faca e só parou de agredi-la porque a idosa fingiu que estava morta.

Segundo a Delegada Karoline Calegari, o crime foi ordenado, de dentro do presídio, por criminoso que namora a neta da vítima, o qual está preso por imputação de tráfico de drogas, porte de arma furtada das forças policiais, por integrar organização criminosa e pela prática de dois homicídios recentes ocorridos na cidade, inclusive o que vitimou motorista de aplicativo cujo corpo foi ocultado na praia do Ipê, no município.

A investigação também apurou que o assaltante ingressou na casa da idosa sabendo que ela vítima tinha retirado três mil reais em dinheiro e praticou o crime em chamada de vídeo com o presidiário, que dava as ordens e determinava que o assaltante mostrasse a ele o estado que a vítima estava ficando com as agressões.

A polícia investiga a participação da neta da vítima no crime, adolescente que havia sido internada na FASE por tráfico de drogas, em operação da DP local, no mesmo dia do crime. A delegada chama a atenção a violência e a crueldade da ação delitiva, bem como o fato de o crime ter sido comandado de dentro do estabelecimento prisional.