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Uma mulher, identificada como Fracieli Stegues Lopes, 32 anos, foi presa em flagrante por estuprar uma bebê de 10 meses em Canoas. Ela era babá da vítima.

Conforme a Polícia Civil, Franciele gravava os atos e encaminhava para o namorado através de um aplicativo de mensagens. A mãe da criança flagrou o momento em que a babá enviava um vídeo, no qual a presa masturbava a vítima, e denunciou o fato. A babá fugiu do local, mas foi presa pelos policiais.

Segundo o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a presa confessou o crime com detalhes. “A confissão impressionou pela riqueza de detalhes sobre o fato, as absurdas justificativas apresentadas e também pelo amplo material probatório apresentado pela família da flagrada, que colaborou na instrução do feito.

O homem, identificado como Abreu Fernando Oliveira da Silva, 52 anos, que recebia os vídeos foi preso 12 horas após a babá.

O delegado ainda reforçou que a ação da polícia impediu que a mulher fizesse novas vítimas. “A presa admitiu que já observava e se encontrava próxima de uma possível vítima futura de atos sexuais do casal. Fotos da possível futura vítima foram encontradas no celular da babá”. O delegado regional Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), enfatizou que o crime choca pela repugnância.

Foram apreendidos três celulares e um computador. Os presos já foram encaminhados ao sistema prisional.

Em contato com a reportagem de Agência GBC, o advogado de defesa de Francieli, Antônio Ricardo Garlet, relatou que ela foi manipulada pelo preso que a oferecia ajuda na realização de procedimentos médicos e na aquisição de medicamentos, além de ressaltar que a prática de pedofilia não era crime. Foram apresentados dois exames que comprovam que ela tinha problemas mentais e que, a Justiça determinou que a Susepe submeta a acusada a um novo exame.  

O advogado de Abreu não foi localizado.