Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

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A Polícia Civil prendeu no final da manhã desta quinta-feira (9) mãe e filho suspeitos da morte de um casal em Cachoeirinha. Cláudia de Almeida Heger de 50 anos e Andrew Heger Ribas de 28, estavam em Canoas, desde o último sábado (9), após a justiça conceder a prisão domiciliar.

Na nova decisão judicial, o despacho atende a um pedido do Ministério Público (MP) para que a prisão domiciliar fosse revogada. A justificativa apresentada é que Cláudia saiu de casa, no sábado, para conceder entrevista. Para a acusação, isso descumpriu as determinações do benefício, já que mãe e filho deveriam permanecer na residência deles no bairro Niterói,  

Nova decisão da Justiça determinou que a filha e o neto de um idoso desaparecido em Cachoeirinha, e que são réus pelo assassinato dele e da esposa, retornem para a prisão. No último sábado (4), Cláudia de Almeida Heger, 50 anos, e Andrew Heger Ribas, 28, haviam sido encaminhados para prisão domiciliar.

Os dois estão respondendo pela morte de Rubem Heger de 85 anos e Marlene Heger Stafft de 53. Ambos estão desaparecidos desde o final de fevereiro.

Em nota, o advogado de defesa de mãe e filho, Rodrigo Schmitt, fala sobre a decisão judicia. (leia abaixo)

Cláudia havida sido colocada em prisão domiciliar porque não foi levada para audiência de custódia, sendo informado que estava hospitalizada.

O Magistrado determinou que fosse esclarecida a situação de saúde dela e os ofícios foram ignorados.
Andrews não tinha previsão de vaga no IPF e ficou quase todo o tempo misturado a presos comuns.
O juiz concedeu a domiciliar frente a ausência de resposta sobre a situação de saúde dos dois e deu dez dias para que a defesa trouxesse documentos sobre a sua saúde.
A liberdade foi concedida no dia 3.

Cláudia não tinha como ficar na sua casa que estava destruída. Enquanto os vizinhos arrumavam a casa dela, ela foi até uma Rádio dar entrevista poucas horas após a soltura, no caminho da prisão até a sua casa e no mesmo dia 3 já dormiu em casa e de lá não saiu. Recebeu todas as emissoras de TV em sua casa.

A defesa só teve acesso a decisão sobre a soltura do dia 3 no dia 7.

No dia 8, a juíza substituta entendeu que houve desrespeito a domiciliar concedida no dia 3 em função da entrevista (mesmo sem a defesa ter ciência das condições). No dia 8, no início da tarde, Cláudia foi de cadeira de rodas emprestada até Cachoeirinha, apresentou o passaporte e assinou o compromisso.
Horas depois a juíza substituta mudou a decisão do juiz titular alegando que agora tem vaga no IPF e que Cláudia não provou seus problemas de saúde.

Foi decretada a prisão ontem a noite, a defesa e Claudia foram informados ontem mesmo e o Delegado foi até a casa dela hoje, acompanhado do advogado de Cláudia, às 9h da manhã, para cumprir a ordem judicial.

A defesa já entrou com pedido de reconsideração e habeas corpus, mostrando que antes da prisão, Cláudia já tinha, além de diabetes e lupus, problema degenerativo na coluna que depende de fisoterapia (o que não existe no sistema carcerário) e juntou laudo psiquiátrico do HU que diz que Andrews precisa de acompanhamento psiquiátrico com a mesma psiquiatra, para continuar progredindo com seu tratamento que tem fundo afetivo e emocional e ele precisa criar vínculo com o terapeuta.

A defesa aguarda a decisão sobre os pedidos com a juntada de todos esses documentos.