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O delegado Anderson Spier confirmou para a reportagem de Agência GBC que deve escutar ainda nesta sexta-feira (6) filha e neto de Rubens Heger de 85 anos. Eles foram presos em Canoas preventivamente por suspeita de terem participado do desaparecimento do idoso e da esposa, Marlene Heger de 53. O casal não é visto desde fevereiro.

Segundo o titular da 1ª DP de Cachoeirinha, os dois deverão ser indiciados por duplo homicídio qualificado, em razão de motivo fútil e ocultação de cadáver. Os corpos ainda não foram localizados.

Questionado, o advogado de defesa Rodrigo Schmit, não respondeu as perguntas da reportagem de Agência GBC.

Relembre o caso

Rubens e Marlene Heger, de 85 e 53 anos, desapareceram da casa da filha no bairro Niterói. O que intrigava a polícia era que eles não haviam sido vistos desde o dia 27 de fevereiro, apenas pela filha, que fez o registro do desaparecimento no dia 2 de março.

Uma perícia foi feita na casa do casal e identificou a presença de sangue em uma das paredes nos fundos do terreno. O caso é de responsabilidade do delegado Anderson Spier. Eles devem ser interrogados novamente.

Os idosos viviam em Cachoeirinha, onde o filho encontrou a casa do pai e da madrasta com portas e janelas entreabertas. O carro estava na garagem, roupas e louças em ordem, o que afasta a possibilidade de assalto.

O casal teria vindo para Canoas passar o Carnaval na casa da filha. Porém, a filha afirma para a polícia que passou mal no dia 2 de março e foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rio Branco. Quando retornou, os pais não estavam mais na casa.

Rubens tinha enfisema pulmonar e, além dos remédios, precisava de um tubo de oxigênio. Isso dificultaria uma locomoção rápida. O aparelho, no entanto, foi esquecido na casa que vivem, em Cachoeirinha.