CANOAS | Busato: quem planta fidelidade e diálogo, colhe vitória | Agência GBC
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Canoas
03 de fevereiro de 2023

RODRIGO BECKER

Rodrigo Becker é jornalista e escreve sobre política, negócios e cidade diariamente neste espaço.

CANOAS | Busato: quem planta fidelidade e diálogo, colhe vitória

Deputado eleito segue cotado nas 'bolsas de apostas' para compor secretariado de Leite, mas a preferência, por enquanto, é por assumir o mandato em Brasília

“Busato só não será secretário se não quiser”. A frase, dita ao blog ainda na noite de domingo, vem da boca de um fidelíssimo conselheiro de Eduardo Leite, preservado aqui por deferência, mas que ‘chorou com ele’ no pagode que varou a madrugada no apartamento da Borges de Medeiros no dia da vitória. O que ele diz na sequência sobre Luiz Carlos Busato, o ex-prefeito de Canoas e único deputado federal eleito pelo União Brasil no RS, no entanto, é para ser anotado. E como notícia a gente não espera que engravide, o blog conta.

Mesmo sem estar nas urnas, Busato cresceu do primeiro para o segundo turno. Recebeu o pedido do próprio candidato para coordenar a campanha metropolitana a partir de Canoas e foi às ruas. Metódico e pragmático, procurou a oportunidade de conversar com o prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, para colocá-lo dentro do jogo. Num almoço mais combinado do que ao acaso, apertaram as mãos como se 2020 e as distâncias criadas pela disputa municipal não tivessem existido. Deu certo. Não fosse por Busato, Leite não teria uma campanha unificada na cidade no segundo turno. Isso, Nedy e o esforço da campanha do comitê suprapartidário pró-Lula permitiram que até o PT se integrasse às ações em busca de votos para o tucano nos últimos dias da corrida pelo Piratini.

Por que isso é uma façanha? Não fosse por Busato, não estariam sob o mesmo guarda-chuva os egressos do PTB de 2020 e o PSD de Jairo Jorge; Nedy e o Avante que fez de sua casa, com Márcio Freitas – o ‘bom de voto’ de 2020 e 2022; e até o PT que perdeu com Lula na cidade mas venceu no país, tentando segurar só no gogó a onda conservadora que, aqui, sustentou a campanha de Bolsonaro e Onyx.

Busato não será secretário se não quiser, mas desconfio de que o plano dele seja voltar à Brasília, onde terá um papel na provável fusão entre o União Brasil e o Progressistas – o que pode transformar o partido no maior da Câmara dos Deputados e, de cara, garantir o comando do Congresso em 2023. Experiente, Busato pode ser a voz de Leite por lá antes de pousar por aqui: afinal, seguindo a rima, 2024 e 2026 são logo ali.

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