Na época da internet discada, o computador precisava utilizar a linha telefônica para estabelecer uma conexão com o provedor de acesso. O discador era o software responsável por automatizar esse processo, conectando o modem ao número telefônico do provedor e permitindo que o usuário navegasse na internet.
O sistema era conhecido pelo famoso som emitido pelo modem durante a conexão. Além disso, enquanto a internet estava funcionando, a linha telefônica permanecia ocupada e não podia receber chamadas.
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Programas marcaram uma geração
Entre os discadores mais populares do Brasil estavam os oferecidos por provedores como iG, iBest, UOL, BOL, Terra e Pop. Muitas vezes, os programas eram distribuídos gratuitamente em CDs que acompanhavam revistas, jornais ou campanhas promocionais.
Na prática, esses softwares serviam como a porta de entrada para a internet, numa época em que baixar programas pela própria rede ainda não era uma tarefa simples.
Por que os discadores desapareceram?
A principal razão foi a chegada da banda larga. Tecnologias como ADSL, cabo e posteriormente fibra óptica passaram a oferecer conexões muito mais rápidas, estáveis e sem a necessidade de ocupar a linha telefônica.
Além disso, os custos da internet de alta velocidade foram diminuindo ao longo dos anos, tornando a conexão discada cada vez menos atrativa para consumidores e empresas. A expansão da banda larga no Brasil a partir da década de 2010 acelerou ainda mais esse processo.
O que aconteceu com as empresas dos discadores?
Algumas empresas conseguiram se reinventar. O Terra, o iG e o UOL, por exemplo, migraram para o mercado de conteúdo digital, notícias e serviços online. Já outras marcas acabaram sendo incorporadas por concorrentes ou encerraram suas atividades.
Hoje, os antigos discadores sobrevivem apenas como uma lembrança da primeira geração de internautas que precisavam esperar horários mais baratos para navegar e ouviam o característico som da conexão antes de entrar na internet.

