Um homem foi preso em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), suspeito de criar um falso batalhão e recrutar mais de 200 pessoas. As vítimas eram submetidas a rotina semelhante à militar, com cobranças e trabalho sem remuneração. O caso foi revelado após o suspeito tentar aplicar um novo golpe no início do mês
Como o caso foi descoberto
O caso do falso batalhão veio à tona após a prisão em flagrante do suspeito, identificado como Luiz Fernando Dutra, no começo de abril.
Segundo informações da reportagem do portal Metrópoles, ele tentava aplicar um novo golpe envolvendo uma escola pública quando foi detido pelas autoridades.
O que mostram as investigações
De acordo com depoimentos, o suspeito se apresentava como tenente-coronel da Polícia Militar, utilizando uniforme e documentos falsos para dar aparência de legitimidade ao esquema.
No falso batalhão, ele impunha regras rígidas inspiradas no meio militar, como continência obrigatória, treinamentos e até punições financeiras.
Uma das vítimas relatou que quem não cumprisse as ordens precisava pagar cerca de R$ 700.
Como funcionava o golpe
As vítimas do falso batalhão eram convencidas com promessas de emprego e carreira militar. Durante o período, eram obrigadas a pagar por:
- Fardas e coturnos
- Cursos e treinamentos
- Alimentação
Além disso, trabalhavam por meses sem receber salário, com a promessa de ressarcimento que nunca foi cumprida.
Relatos indicam ainda que contratos eram assinados, mas não eram entregues aos participantes.
O que dizem as vítimas
Uma das vítimas afirmou que a rotina incluía treinamentos e até uma cerimônia de formatura, custeada pelos próprios participantes.
Segundo o relato, somente após cerca de três meses os envolvidos perceberam que se tratava de um golpe.
O suspeito segue sendo investigado, e o caso do falso batalhão pode envolver outros crimes, como estelionato e falsidade ideológica.
Há também denúncias relacionadas a maus-tratos a animais no local onde funcionava o suposto batalhão.

