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10 de junho de 2026

Redução da maioridade penal é aprovada pela CCJ da Câmara; veja para qual idade e os próximos passos

A redução da maioridade penal deu mais um passo no Congresso. Veja o que foi aprovado e o que ainda falta para a mudança virar lei.

A proposta de redução da maioridade penal avançou nesta quarta-feira (10) na Câmara dos Deputados. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da PEC que altera as regras de responsabilização criminal de adolescentes em casos específicos.

A votação terminou com 44 votos favoráveis e 18 contrários. Neste momento, os parlamentares analisaram apenas a constitucionalidade da proposta, sem discutir o mérito do texto.

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Com a decisão, a PEC segue agora para uma comissão especial, que será criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nessa nova etapa, os deputados vão debater o conteúdo da proposta e poderão apresentar alterações.

O que muda na proposta da redução da maioridade penal

O parecer aprovado na CCJ não prevê uma mudança ampla para todos os crimes. O texto atual limita a aplicação da nova regra para adolescentes envolvidos em crimes considerados mais graves.

Segundo o relatório apresentado pelo deputado Coronel Assis (PL-MT), a responsabilização criminal passaria a valer para jovens que cometerem:

  • Crimes hediondos;
  • Homicídio doloso;
  • Lesão corporal seguida de morte.

Além disso, o texto estabelece que eventuais penas sejam cumpridas em locais separados dos presos adultos e também dos menores submetidos às medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Próximos passos da proposta

Após a análise da comissão especial, a PEC ainda precisará passar por duas votações no plenário da Câmara dos Deputados.

Para ser aprovada, serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis em cada turno.

Caso avance, o texto seguirá para o Senado Federal, onde também será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e depois votado em dois turnos no plenário.

No Senado, a aprovação exige o apoio mínimo de 49 senadores.

Projeto original foi apresentado há mais de uma década

A PEC 32/2015 foi apresentada originalmente pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), em maio de 2015.

Na versão inicial, a proposta previa uma mudança mais ampla, permitindo que jovens passassem a ter plena responsabilidade civil e penal, incluindo a possibilidade de assinar contratos, casar e obter habilitação.

Entretanto, o relatório atual restringiu o texto apenas ao campo penal para evitar conflitos com a legislação civil brasileira.

Dados sobre adolescentes em privação de liberdade

Segundo dados citados pelo relator, o Brasil possui cerca de 12 mil adolescentes internados ou privados de liberdade.

O número representa menos de 1% dos aproximadamente 28 milhões de jovens nessa faixa etária, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O debate sobre a maioridade penal divide opiniões há anos no Congresso Nacional e costuma ganhar força após casos de grande repercussão envolvendo adolescentes e crimes graves.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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