O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (18). A ofensiva apura fraudes em licitações para prestação de serviços.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de uma investigação do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP). Foram cumpridos, além da prisão, nove mandados de busca e apreensão. Quatro deles contra familiares de Gilvani.
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Gringo preso em Porto Alegre: entenda mais detalhes da investigação
Conforme a Polícia Civil, Gringo seria coordenador de um esquema que utilizava uma ou mais empresas para realizar inscrições em licitações. O objetivo era direcionar contratos públicos. A investigação apurou que as empresas estavam em nome de laranjas ligados ao empresário e ex-parlamentar.
As contratações, segundo a polícia, envolvem serviços de desobstrução de redes pluviais e de esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos. Juntos, os contratos com mais de R$ 2,5 milhões.
A operação também apura outros crimes. São eles: associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e material e uso de documento falso.
O que diz a defesa do ex-parlamentar?
O advogado Diego Romero, que representa o empresário e político, informou que só se manifestará após ter acesso aos documentos da investigação.
Perda de mandato
Gringo foi cassado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre por quebra de decoro parlamentar em dezembro de 2025.
O processo é devido a uma empresa controlada pelo político que presta serviços para o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE). Na ocasião, a Comissão de Ética da Câmara, informou que isso violava a Lei Orgânica de Porto Alegre.

