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22 de abril de 2026

Entenda o que é a superbactéria que matou bebê e deixou outros 3 infectados em hospital de Porto Alegre

A Acinetobacter baumannii é uma superbactéria resistente a antibióticos e classificada como de grande risco

Um bebê recém-nascido extremamente prematuro morreu após infecção pela bactéria Acinetobacter baumannii, classificada como superbactéria, em uma UTI neonatal de um hospital em Porto Alegre, no Porto Alegre. Outros três recém-nascidos também testaram positivo. O caso ocorreu no Hospital Fêmina e levou ao isolamento da unidade e adoção de medidas de controle.

O que é a Acinetobacter baumannii e por que é uma superbactéria

A Acinetobacter baumannii é uma bactéria considerada uma superbactéria por apresentar resistência a praticamente todos os antibióticos disponíveis atualmente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, trata-se de um dos micro-organismos mais perigosos em ambientes hospitalares, especialmente em UTIs, onde pacientes são mais vulneráveis.

Como ocorreu o caso no hospital

A infecção foi identificada na UTI Neonatal do Hospital Fêmina. Ao todo, 34 bebês estavam internados no setor.

Quatro deles testaram positivo para a Acinetobacter baumannii, incluindo o recém-nascido extremamente prematuro, de 26 semanas de gestação, que morreu após complicações.

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Medidas adotadas após o surto

Após a detecção da superbactéria, o hospital acionou imediatamente as autoridades de saúde e a Vigilância Sanitária.

A UTI Neonatal foi isolada, novas admissões foram suspensas e todos os pacientes passaram por testagem.

Os outros três bebês infectados permanecem estáveis e isolados, sob monitoramento constante.

O que dizem as autoridades

A Secretaria Municipal de Saúde informou que está auxiliando no redirecionamento de gestantes de risco para outras unidades da capital.

O objetivo é evitar novas exposições enquanto o controle da superbactéria Acinetobacter baumannii é reforçado no hospital.

Por que essa superbactéria preocupa

A superbactéria Acinetobacter baumannii é associada a infecções hospitalares graves e apresenta alta resistência a antibióticos de última linha.

O risco é maior em recém-nascidos, pacientes internados por longos períodos e pessoas com imunidade comprometida.

Leia a nota completa do GHC

“Equipes da UTI neonatal e controle de infecção do Hospital Fêmina detectaram a presença de uma bactéria pan resistente na UTI Neonatal no último dia 16/04. Imediatamente, todos os órgãos reguladores e de fiscalização foram avisados (secretarias municipal e estadual de saúde e vigilância sanitária) e foram adotados os procedimentos de restrição máxima com isolamento total da área, bloqueio de movimentações, fechamento temporário para novas admissões e testes em todos os pacientes internados no setor.

Dos 34 pacientes internados, quatro testaram positivo. Infelizmente, um dos pacientes positivos veio a óbito. Ele nasceu de um parto de risco e em situação de prematuridade extrema, com 26 semanas. Os outros três bebês positivos estão estáveis e isolados, sendo acompanhados por equipe exclusiva de cuidados, sem contato com outros setores.

As equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fique sem atendimento ou exposta a situação de risco.

O hospital segue monitorando com o protocolo de restrição máxima para partos de risco, sendo acompanhado pelos serviços de regulação para garantir que eventuais casos graves que buscarem o hospital sejam transferidos para outras unidades hospitalares.

Assessoria de Comunicação, Grupo Hospitalar Conceição, 21/04/26″

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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