O consumo de bebidas alcoólicas continua fazendo parte da rotina de milhões de brasileiros, mas especialistas alertam que alguns tipos podem causar impactos silenciosos no organismo, principalmente no intestino.
Embora pesquisas mostrem queda no número de pessoas que bebem álcool no país, o consumo excessivo ainda preocupa autoridades de saúde e médicos, especialmente pelos efeitos acumulativos no corpo ao longo do tempo.
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Entre os principais danos está o desequilíbrio da microbiota intestinal, conjunto de bactérias responsáveis por funções importantes do organismo, como digestão, imunidade e absorção de nutrientes.
Segundo a coloproctologista Aline Amaro, bebidas destiladas estão entre as que mais afetam o intestino quando consumidas em excesso.
Vodca, uísque e tequila preocupam especialistas
De acordo com a médica, opções como:
- vodca;
- tequila;
- cachaça;
- uísque;
possuem teor alcoólico mais elevado e podem provocar irritação mais intensa na mucosa intestinal.
Além disso, o consumo frequente dessas bebidas pode prejudicar diretamente a microbiota intestinal, favorecendo inflamações, desconfortos digestivos e alterações no funcionamento do organismo.
A especialista explica que o álcool em excesso pode reduzir bactérias consideradas benéficas e aumentar o desequilíbrio intestinal.
Vinho e cerveja causam menos impacto?
A médica afirma que algumas bebidas fermentadas, como vinho e cerveja, possuem compostos antioxidantes e substâncias derivadas da fermentação que podem causar efeitos menos agressivos quando consumidas em pequenas quantidades.
O vinho tinto, por exemplo, contém polifenóis, compostos que vêm sendo estudados por possíveis benefícios relacionados à microbiota intestinal.
Mesmo assim, a especialista reforça que isso não transforma nenhuma bebida alcoólica em algo saudável para o intestino.
Excesso continua sendo o maior perigo
Segundo a médica, independentemente do tipo escolhido, o consumo frequente e exagerado faz os efeitos negativos prevalecerem.
Entre os problemas associados ao excesso de álcool estão:
- irritação intestinal;
- inflamações;
- alterações digestivas;
- enfraquecimento da imunidade;
- desequilíbrio das bactérias intestinais.
Dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), realizado em parceria entre o Ministério da Justiça e a Unifesp, apontam que o padrão de consumo abusivo ainda segue elevado entre brasileiros que ingerem bebidas alcoólicas.
Especialistas alertam que manter equilíbrio no consumo e cuidar da microbiota intestinal pode ajudar diretamente na saúde geral do organismo.

