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26 de abril de 2026

Projeto quer endurecer Lei Seca com multa de quase R$ 30 mil e suspensão de até 10 anos, proposta acende alerta entre motoristas

Um novo projeto de lei que está em análise no Congresso pode mudar de forma significativa as regras da Lei Seca no Brasil, e as punições previstas chamam atenção pelo peso.

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A proposta prevê multas que podem chegar a cerca de R$ 29 mil e suspensão da CNH por até 10 anos, dependendo da gravidade do caso.

Lei Seca pode ficar mais rígida com punições muito mais severas

O projeto sugere aumentar as penalidades principalmente em situações mais graves, como acidentes com vítimas.

Hoje, a multa por dirigir sob efeito de álcool já é considerada alta, mas a nova proposta quer ir além, multiplicando o valor da infração conforme as consequências do acidente.

Na prática, isso significa que:

  • em casos com morte, a multa pode chegar a quase R$ 30 mil;
  • em situações com invalidez permanente, o valor também sobe significativamente;
  • o tempo de suspensão da CNH pode chegar a até 10 anos.

Motorista poderá ter que pagar custos das vítimas

Outro ponto que chama atenção é a responsabilidade financeira direta do condutor.

Pelo texto, motoristas que causarem acidentes sob efeito de álcool poderão ser obrigados a arcar com:

  • despesas médicas das vítimas;
  • indenizações durante o período de recuperação;
  • pensões em casos mais graves.

Proposta ainda não está valendo, mas pode avançar

Apesar do impacto das possíveis mudanças, o projeto ainda está em tramitação e precisa passar por etapas no Congresso antes de virar lei.

A proposta faz parte de um pacote maior de discussões sobre mudanças no Código de Trânsito Brasileiro e pode ganhar força nos próximos meses.

Mudança levanta debate entre motoristas

O endurecimento das punições reacende um debate antigo: até que ponto penas mais severas ajudam a reduzir acidentes?

Especialistas defendem que medidas mais rígidas podem funcionar como forma de desestimular o consumo de álcool ao volante, enquanto outros apontam que a fiscalização também precisa ser reforçada.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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