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Canoas
04 de maio de 2026

Dois anos depois da enchente no RS, Canoas ainda convive com marcas que a água não levou

Dois anos após a enchente no RS, Canoas tenta seguir em frente, mas há algo que ainda não passou. Veja detalhes a seguir.

Dois anos se passaram desde a enchente no RS que mudou a vida de milhares de gaúchos e, em Canoas, ainda há coisas que não voltaram ao normal.

A tragédia deixou um rastro difícil de medir apenas em números. Foram 185 mortes no estado, segundo dados oficiais, além de centenas de milhares de pessoas fora de casa e cidades inteiras transformadas pela força da água.

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Mas, para quem viveu aquilo de perto, a lembrança não está nos números e sim na memória.

A noite em que tudo mudou em Canoas

Entre a madrugada do dia 3 e o dia 4 de maio de 2024, a enchente atingiu seu ponto mais crítico em Canoas.

Foi quando bairros inteiros desapareceram sob a água.

A região Oeste foi a mais atingida, com áreas como Mathias Velho, Olaria, Harmonia, Fátima, Estância Velha e Cinco Colônias praticamente tomadas. Partes do Niterói também entraram em alerta de evacuação.

No Mathias Velho, o nível da água passou dos 5 metros, segundo medições da época.

Para muitos, foi a noite em que não deu mais tempo de salvar nada.

O tamanho da tragédia que Canoas viveu

Dois anos depois, os dados ajudam a entender a dimensão do que aconteceu, mas ainda não conseguem explicar tudo.

  • Cerca de 180 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas em Canoas
  • Mais de 17 mil passaram por abrigos temporários
  • A cidade registrou 31 mortes, sendo a mais atingida do estado segundo a prefeitura
  • Aproximadamente 26 mil estabelecimentos comerciais foram afetados

No Rio Grande do Sul como um todo, foram centenas de municípios impactados e mais de 600 mil pessoas fora de casa.

Mas, mesmo com esses números, existe algo que não entra nas estatísticas.

O que não aparece nos números: o depois

Dois anos depois da enchente no RS, Canoas vive uma mistura de reconstrução e memória.

Muitas famílias conseguiram voltar para casa. Outras recomeçaram do zero.

A cidade avançou em obras e planejamento para enfrentar novos eventos climáticos, como estruturas de contenção e medidas preventivas que começaram a sair do papel.

Mas existe um ponto que ainda pesa, e esse é invisível.

O medo.

O novo alerta que reacende antigas lembranças

Nas últimas semanas, especialistas voltaram a alertar para a possibilidade de um novo ciclo climático intenso, com impacto maior no Sul do Brasil.

E isso, inevitavelmente, mexe com quem viveu 2024.

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Em Canoas, não é raro encontrar moradores que ainda acompanham a previsão do tempo com atenção redobrada, que se preocupam com o nível dos rios e que não esqueceram o som da água subindo.

Porque, para muita gente, a enchente não terminou quando a água baixou.

Canoas entre reconstrução e prevenção

Ao mesmo tempo, a cidade também tenta transformar a experiência em preparação.

Obras de contenção começaram a ser entregues, enquanto outras seguem em andamento, com foco em reduzir impactos de eventos extremos.

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Além disso, planos de contingência foram atualizados para dar respostas mais rápidas em situações de emergência.

A reconstrução existe, mas ela acontece junto com algo que não se reconstrói tão fácil.

A enchente passou, mas nem tudo foi embora

Dois anos depois, Canoas segue em frente.

Com casas reconstruídas, comércios reabertos e uma rotina que, aos poucos, voltou.

Mas quem viveu aqueles dias sabe que a enchente deixou mais do que marcas físicas.

Ela deixou lembranças, mudanças e um tipo de atenção constante que não existia antes.

Porque, no fim, a água baixou.

Mas para muita gente, a enchente no RS ainda não passou completamente.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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