O termo ciclone bomba voltou a chamar atenção e já acende alerta para mudanças bruscas no tempo no Brasil.
Um sistema em formação entre a Argentina e o Uruguai pode ganhar força rapidamente nos próximos dias e provocar impactos indiretos no país, especialmente na região Sul.
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A previsão indica chuva forte, ventos intensos e uma virada no clima que pode surpreender muita gente.
O que mais preocupa é a velocidade com que esse sistema pode se intensificar.
O que é um ciclone bomba e por que ele preocupa
O chamado ciclone bomba é um fenômeno meteorológico que ocorre quando há uma queda muito rápida da pressão atmosférica.
Para ser classificado dessa forma, o sistema precisa registrar uma redução de pelo menos 24 hPa em um período de 24 horas.
Segundo projeções, a pressão pode cair de 994 hPa para 970 hPa em apenas um dia, o que caracteriza esse tipo de intensificação explosiva.
Esse processo aumenta significativamente o potencial de ventos fortes e chuva volumosa.
Formação do sistema começa fora do Brasil
De acordo com a Meteored, a instabilidade começa a se organizar entre quarta-feira (6) e quinta-feira (7), com aumento de nuvens e pancadas de chuva na Argentina e no Uruguai.
Entre sexta-feira (8) e sábado (9), o sistema ganha força e se transforma em um ciclone já mais estruturado, com centro na altura da Argentina.
Apesar de não atingir diretamente o Brasil no momento da formação, o fenômeno influencia o clima ao impulsionar uma frente fria.
Impactos do ciclone bomba no Brasil
A frente fria associada ao ciclone bomba deve avançar sobre o Brasil e provocar mudanças importantes no tempo.
No Rio Grande do Sul, a chuva pode começar ainda entre a tarde e a noite de quinta-feira (7).
Os acumulados mais elevados devem ocorrer até domingo (10), com volumes que podem ultrapassar 200 milímetros em algumas regiões.
Além da chuva, o vento também chama atenção.
Na faixa litorânea do Sul, as rajadas podem chegar a 80 km/h.
No interior, durante a passagem da frente fria, os ventos podem atingir até 90 km/h.
Em pontos isolados, há risco de rajadas de até 100 km/h, o que pode causar queda de árvores, placas e estruturas.
O que acontece depois da tempestade
Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve avançar pelo país.
Esse movimento deve provocar queda de temperatura no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até em parte da região Norte.
Com isso, aumenta o risco de geadas na região Sul e até possibilidade de ocorrência de precipitação invernal em áreas específicas.
O cenário indica uma mudança rápida no clima, com saída de um período de instabilidade e entrada de frio intenso na sequência.

