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14 de maio de 2026

Disputa comercial? Saiba quem foi a marca concorrente que denunciou a Ypê na Anvisa

Caso envolvendo detergente Ypê contaminado ganhou novo capítulo após documentos revelarem denúncia feita meses antes da suspensão.

O caso envolvendo o detergente Ypê contaminado ganhou um novo desdobramento após documentos revelarem que uma grande concorrente do setor teria alertado autoridades sanitárias meses antes da suspensão dos produtos.

A denúncia foi encaminhada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), apontando suspeitas de contaminação microbiológica em diferentes linhas da marca.

A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1 após acesso aos documentos enviados às autoridades.

Segundo os registros, análises laboratoriais teriam identificado presença de bactérias em produtos da linha Tixan Ypê Express e em outros itens líquidos comercializados pela fabricante.

Denúncia citava risco à saúde dos consumidores

De acordo com os documentos, testes laboratoriais apontaram presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa/paraaeruginosa em diferentes lotes analisados.

As amostras teriam sido avaliadas por laboratórios especializados, incluindo o Charles River e o Eurofins.

Segundo a denúncia, os produtos apresentavam:

  • “desvio microbiológico relevante”;
  • risco potencial à saúde;
  • presença de microrganismos considerados preocupantes.

Os lotes citados incluíam versões:

  • Tixan Ypê Express;
  • Tixan Ypê Primavera;
  • Tixan Ypê Maciez;
  • Ypê Power Act;
  • detergente Ypê Lava-Louças Neutro.

Documento também menciona outras bactérias

Além da Pseudomonas aeruginosa, os documentos citam traços genéticos de outras bactérias encontradas em parte das análises laboratoriais.

Entre elas:

  • Klebsiella pneumoniae;
  • Acinetobacter baumannii;
  • espécies do gênero Pseudomonas.

Segundo a denúncia, alguns desses microrganismos poderiam representar riscos à saúde humana dependendo da exposição e da utilização dos produtos contaminados.

Quem fez a denúncia contra a Ypê

A empresa responsável pela denúncia foi a Unilever, multinacional dona de marcas como:

  • Omo;
  • Comfort;
  • Cif.

Os documentos mostram que os primeiros alertas foram enviados ainda em outubro de 2025, meses antes da suspensão determinada pela Anvisa.

A multinacional também citou um suposto “recolhimento silencioso” de produtos no mercado, fato que teria motivado novas análises laboratoriais.

Anvisa suspendeu fabricação e venda

Após as denúncias, a Anvisa realizou inspeções na fábrica da Química Amparo, no interior de São Paulo.

Neste mês, a agência determinou a interrupção da fabricação e comercialização de produtos líquidos produzidos no complexo industrial.

A decisão atingiu:

  • detergentes;
  • lava-roupas líquidos;
  • desinfetantes.

O caso do detergente Ypê contaminado segue sob investigação e continua provocando repercussão entre consumidores e empresas do setor.

A reportagem tenta contato com a Anvisa, Unilever e a Ypê para novos posicionamentos e atualizações, mas ainda não obteve retorno.

O espaço segue aberto para manifestações.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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