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16 de maio de 2026

China surpreende mercado e ameaça aplicar tarifa de 55% sobre produto brasileiro que movimenta bilhões

O governo da China passou a preocupar frigoríficos, produtores rurais e exportadores brasileiros após avançar com a possibilidade de aplicar uma tarifa de 55% sobre parte das exportações de carne bovina do Brasil. O tema ganhou força depois que o país asiático confirmou que metade da cota anual brasileira já foi utilizada ainda nos primeiros meses de 2026.

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Segundo o Ministério do Comércio chinês, o Brasil possui uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina para exportação ao mercado chinês. Quando esse limite for atingido, passará a valer automaticamente uma tarifa adicional de 55% sobre o volume excedente.

O mecanismo foi criado pela China como uma medida de proteção comercial para limitar o crescimento das importações de carne bovina.

Brasil pode atingir limite ainda no primeiro semestre

Especialistas do setor agropecuário afirmam que o ritmo acelerado das exportações brasileiras aumentou significativamente o risco de esgotamento da cota antes do fim do ano.

Segundo estimativas do mercado:
• metade da cota já foi preenchida
• cargas em trânsito elevam ainda mais o percentual utilizado
• o limite pode ser atingido entre junho e julho
• frigoríficos já monitoram desaceleração nos embarques

A China é atualmente o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil e movimenta bilhões de dólares anualmente na balança comercial brasileira.

Especialistas alertam que a sobretaxa de 55% pode reduzir drasticamente a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

Setor teme impacto sobre preços e empregos

Representantes do agronegócio já demonstram preocupação com possíveis reflexos no mercado interno brasileiro.

Entre os impactos avaliados estão:
• queda no preço da arroba do boi
• redução nas exportações
• pressão sobre frigoríficos
• risco de demissões
• excesso de oferta no mercado interno

Segundo análises do Ministério da Agricultura citadas pela imprensa, o cenário pode provocar forte desorganização comercial caso não exista uma resposta coordenada entre governo e setor privado.

Em alguns estados fortemente dependentes das exportações de carne, produtores já monitoram o tema com apreensão devido ao risco de prejuízos bilionários.

Governo brasileiro tenta negociar solução

O governo federal informou que mantém diálogo com autoridades chinesas e representantes do setor exportador para tentar reduzir os impactos das novas regras comerciais.

Entre as alternativas em estudo estão:
• criação de mecanismos de controle de exportação
• redistribuição de cotas
• negociações diplomáticas
• ampliação de mercados alternativos

Especialistas afirmam que o desfecho das negociações poderá influenciar diretamente o futuro das exportações brasileiras de carne bovina nos próximos meses.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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