Milhões de brasileiros endividados ganharam uma nova alternativa para tentar reorganizar a vida financeira. O governo federal confirmou mudanças que permitem o uso de parte do FGTS para ajudar na quitação de dívidas através do programa Novo Desenrola.
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A medida começou a chamar atenção principalmente entre trabalhadores que possuem saldo disponível no Fundo de Garantia e enfrentam juros altos no cartão de crédito, empréstimos e cheque especial.
FGTS para pagar dívidas começa a valer neste mês
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, trabalhadores poderão consultar a partir de 25 de maio o valor disponível para utilizar na renegociação de débitos.
A nova regra permitirá usar:
- até 20% do saldo do FGTS
- ou até R$ 1 mil
- prevalecendo o valor maior
O dinheiro será destinado diretamente para amortização ou quitação de dívidas em atraso dentro do programa Novo Desenrola.
Dinheiro não poderá ser sacado livremente
Apesar da novidade, especialistas alertam que o trabalhador não receberá o valor diretamente na conta para usar como quiser.
O funcionamento será diferente:
- o trabalhador autoriza o uso do saldo
- bancos fazem a negociação
- o valor vai diretamente para abatimento da dívida
A proposta busca reduzir o número de brasileiros inadimplentes e diminuir juros acumulados.
FGTS já vinha sendo usado indiretamente
Antes da nova medida, muitos brasileiros já utilizavam o saque aniversário do FGTS para pagar contas atrasadas.
Nesse modelo:
- o trabalhador saca parte do saldo anualmente
- depois usa o dinheiro livremente
Porém, quem adere ao saque aniversário perde o direito ao saque integral em caso de demissão sem justa causa, recebendo apenas a multa rescisória.
Especialistas dividem opiniões sobre a medida
A possibilidade de usar o FGTS para pagar dívidas vem gerando debate entre economistas e trabalhadores.
Parte dos especialistas considera a medida positiva para:
- reduzir juros altos
- limpar o nome
- reorganizar finanças
Outros alertam que a solução pode ser apenas temporária caso o trabalhador continue acumulando novas dívidas.
Nas redes sociais, muitos brasileiros defendem maior liberdade para utilizar o próprio saldo do FGTS.
Trabalhador deve avaliar antes de usar o saldo
Especialistas em educação financeira recomendam analisar:
- tamanho da dívida
- juros cobrados
- impacto no orçamento
- reserva financeira futura
Isso porque o FGTS também funciona como proteção em momentos como:
- demissão sem justa causa
- aposentadoria
- compra da casa própria
- doenças graves

