Uma investigação que analisava um possível envolvimento de uma famosa rede de lojas em manifestações que bloquearam rodovias em 2022 chegou ao fim após a Polícia Federal não encontrar comprovação de que a empresa tenha autorizado ou auxiliado os atos.
O caso envolvia manifestações realizadas nas proximidades de uma unidade da empresa em Rio do Sul, Santa Catarina, durante os protestos contra o resultado das eleições presidenciais daquele ano.
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A investigação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal e acabou arquivada pelo ministro Alexandre de Moraes, após a conclusão da Polícia Federal e a manifestação favorável do Ministério Público Federal.
O que a investigação apurava?
A apuração começou a partir da suspeita de que a empresa teria permitido que manifestantes utilizassem áreas próximas à sua unidade localizada às margens da BR-470 como ponto de concentração.
Os atos ocorreram no contexto das manifestações realizadas após as eleições de 2022, que terminaram com bloqueios e interdições em diferentes rodovias brasileiras.
Um relatório policial chegou a apontar a possibilidade de apoio aos manifestantes, mas a investigação precisava verificar se havia participação efetiva da empresa ou de seus representantes na organização ou no financiamento dos atos.
O que a Polícia Federal descobriu?
Em relatório enviado ao STF em 23 de julho, a Polícia Federal afirmou que manifestantes chegaram a ocupar áreas externas da loja.
No entanto, segundo a conclusão da investigação, não havia comprovação de que a diretoria da empresa tivesse autorizado ou fornecido auxílio material para as manifestações.
A ausência de elementos que comprovassem a participação da empresa foi determinante para o desfecho do caso.
O Ministério Público Federal concordou com a conclusão apresentada pela PF e pediu o arquivamento da investigação.
Moraes decide arquivar investigação
Diante das conclusões apresentadas pela Polícia Federal e da manifestação do Ministério Público Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento do caso.
Com a decisão, a investigação que apurava um possível envolvimento da empresa nos bloqueios de rodovias foi encerrada.
O arquivamento ocorreu justamente após a apuração não encontrar elementos que comprovassem que a diretoria da empresa havia autorizado ou prestado auxílio material aos manifestantes.
O que a Havan disse sobre os bloqueios?
Durante a investigação, representantes da empresa negaram que houvesse participação ou incentivo aos atos.
A gerente da unidade de Rio do Sul, Jaciara Moreira, afirmou que não houve conivência ou incentivo às manifestações que provocaram a obstrução da rodovia.
Segundo ela, os bloqueios chegaram a provocar uma queda de 70% no faturamento da unidade, em razão da dificuldade de acesso ao estabelecimento.
O diretor-presidente da empresa, Edson Luiz Diegoli, também afirmou que a companhia não aderiu à manifestação e que a ocupação ocorreu sem conhecimento da direção.
Como o caso envolvendo a Havan terminou?
A investigação chegou ao fim após a Polícia Federal concluir que não havia comprovação de autorização ou auxílio material da diretoria da empresa aos manifestantes.
O Ministério Público Federal acompanhou o entendimento da PF e solicitou o arquivamento.
Com a decisão de Alexandre de Moraes, portanto, o caso foi oficialmente encerrado no Supremo Tribunal Federal.
A conclusão da investigação não significa que os bloqueios de rodovias não tenham ocorrido. O ponto analisado especificamente no processo era se havia participação ou apoio da empresa aos atos realizados nas proximidades de sua unidade — e, segundo a apuração apresentada ao STF, não foram encontradas provas suficientes para sustentar essa acusação.

