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29 de maio de 2026

Empresa decreta falência no RS e deixa mais de 300 funcionários sem salários

A empresa autorizou que os contratantes façam o repasse direto dos valores aos trabalhadores

A empresa Star Service, com sede em Guaíba, no Rio Grande do Sul, anunciou a autofalência e o encerramento das atividades, afetando diretamente mais de 300 trabalhadores terceirizados. Segundo relatos, muitos funcionários ficaram sem receber salários dos últimos meses e também sem garantia imediata de pagamento das verbas rescisórias.

A empresa atuava em serviços de limpeza, jardinagem, portaria e segurança em diversas instituições da região do Vale do Taquari. Um dos contratos mais antigos era mantido com a Univates havia cerca de 18 anos.

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O aviso de desligamento foi comunicado pela manhã em uma reunião com o setor jurídico da universidade. O anúncio pegou de surpresa diversos funcionários, especialmente aqueles com longa trajetória na empresa. “Foram 17 anos de dedicação. É difícil aceitar”, desabafou uma colaboradora que preferiu não se identificar.

Outros trabalhadores demonstraram otimismo. “Trabalho não falta em Lajeado. Se não for aqui, será em outro lugar”, comentou uma funcionária.

Empresa decreta falência e deixa 300 funcionários sem salários no RS: Empresa admite dificuldades financeiras

Em comunicado enviado aos clientes, a Star Service reconheceu que não tem recursos para quitar os salários de setembro e outubro, nem as verbas rescisórias. A empresa autorizou que os contratantes façam o repasse direto dos valores aos trabalhadores.

No site oficial, consta apenas a mensagem de que a empresa está “permanentemente fechada”.

Em nota oficial, a Univates garantiu o pagamento dos salários do aviso prévio e informou que analisa, junto ao setor jurídico, a melhor forma de quitar as demais obrigações trabalhistas.

“A Universidade encerrará o contrato com a Star Service no dia 2 de novembro. Uma nova prestadora iniciará no dia seguinte. Os funcionários podem participar da seleção. A Univates honrará a remuneração do aviso prévio trabalhado e está apurando responsabilidades”, diz o comunicado.

A nova empresa deve ser a mesma que atua na UPA de Lajeado e deve iniciar o processo seletivo nos próximos dias. Parte dos atuais trabalhadores poderá ser reaproveitada.

Entenda o que diz a lei

De acordo com a legislação trabalhista, em casos de autofalência de empresas terceirizadas, a responsabilidade pelos direitos dos empregados é subsidiária. Isso significa que, se a prestadora não cumprir suas obrigações, as empresas contratantes podem ser acionadas judicialmente para efetuar o pagamento das verbas devidas.

O procedimento mais comum é a realização de acordos extrajudiciais para garantir o pagamento de salários, férias, 13º salário e multa do FGTS. Caso o acordo não seja possível, ações trabalhistas podem ser movidas tanto contra a empresa falida quanto contra as tomadoras de serviço.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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