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29 de maio de 2026

Shopee entra na mira do Procon e é processada por vender produtos falsificados

Shopee entra na mira do Procon após investigação apontar venda de bebidas falsificadas na plataforma; caso envolve marcas famosas.

A plataforma Shopee passou a enfrentar novos problemas após a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o PROCON-RJ instaurarem processos administrativos por suspeita de comercialização de bebidas falsificadas dentro do marketplace. O caso envolve produtos anunciados como bebidas premium conhecidas no mercado, mas que, segundo investigação, apresentavam indícios de adulteração.

A apuração começou depois que equipes dos órgãos realizaram compras diretamente na plataforma. Os anúncios ofereciam bebidas como “Jack Daniel’s Apple” e “Jack Daniel’s Honey”, porém os produtos entregues eram diferentes dos divulgados originalmente. Entre eles apareceram versões de “Jack Daniel’s Old No. 7” e “Beefeater Pink Strawberry”, o que levantou suspeitas imediatas sobre a autenticidade dos itens.

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Análises apontaram sinais de falsificação

Após o recebimento, as bebidas passaram por avaliação técnica especializada. Segundo os laudos apresentados no processo, os produtos tinham características incompatíveis com os padrões oficiais das marcas originais. A suspeita principal envolve o chamado sistema “refilled”, quando garrafas são reutilizadas e preenchidas novamente com conteúdo adulterado.

Representantes técnicos ligados às marcas Jack Daniel’s e Beefeater emitiram declarações apontando indícios de falsificação nos produtos analisados. O caso aumentou a preocupação das autoridades em relação à venda de bebidas alcoólicas dentro de marketplaces digitais.

Shopee pode responder por falhas na plataforma

O PROCON-RJ destacou que plataformas digitais também podem ser responsabilizadas quando participam da cadeia de fornecimento. Segundo o órgão, marketplaces como a Shopee não atuam apenas como vitrines virtuais, mas também intermediam pagamentos, anúncios e relações de consumo.

Os processos administrativos apontam possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor, incluindo publicidade enganosa, venda de produto impróprio para consumo e risco à saúde pública. Além da Shopee, a empresa Armazém & Utilidades Ltda também foi incluída na investigação.

Mercado ilegal preocupa autoridades no Brasil

As autoridades afirmam que o combate à pirataria e à falsificação vem sendo intensificado em plataformas digitais. Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade mostram que o mercado ilegal movimentou quase R$ 473 bilhões em 2025 no Brasil.

O setor de bebidas alcoólicas aparece entre os mais afetados pelas fraudes, com prejuízos bilionários relacionados à falsificação, contrabando e produtos adulterados. Além do impacto econômico, os órgãos alertam para os riscos à saúde dos consumidores.

Shopee já havia sido multada anteriormente

Esta não é a primeira vez que a Shopee enfrenta problemas semelhantes no Brasil. Em novembro de 2025, a plataforma já havia recebido multa de R$ 200 mil por casos ligados à comercialização de produtos falsificados e publicidade enganosa.

Agora, os novos processos administrativos podem ampliar ainda mais a pressão sobre o marketplace, principalmente diante do avanço das investigações envolvendo bebidas adulteradas vendidas online.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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