O possível retorno do El Niño no RS voltou a acender um sinal de alerta entre meteorologistas e autoridades. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), informou que existe 80% de probabilidade de o fenômeno climático voltar a se formar entre junho e agosto deste ano.
A preocupação é ainda maior no Rio Grande do Sul, onde o último episódio do El Niño esteve associado a eventos extremos que marcaram a história recente do Estado, incluindo enchentes de grandes proporções, aumento do volume de chuvas e prejuízos em diversos municípios.
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O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
Embora aconteça longe do Brasil, ele influencia diretamente os padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica em várias partes do planeta. Normalmente, o fenômeno surge em intervalos de dois a sete anos e pode permanecer ativo por vários meses.
Quando ocorre, seus efeitos costumam ser sentidos de maneira diferente em cada região do país.
Como o El Niño afeta o RS?
Historicamente, o El Niño no RS está associado ao aumento das chuvas acima da média.
Isso não significa que toda ocorrência do fenômeno provocará enchentes, mas especialistas apontam que ele pode favorecer a formação de episódios de chuva intensa, tempestades e acumulados elevados em períodos curtos.
Além disso, o excesso de precipitação pode impactar lavouras, estradas, sistemas de drenagem urbana e níveis dos rios.
ONU pede preparação para eventos extremos
A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, alertou que governos e populações devem se preparar para possíveis impactos provocados pelo fenômeno.
Segundo a entidade, os efeitos podem incluir secas severas em algumas regiões do planeta, chuvas intensas em outras áreas e aumento da frequência de ondas de calor.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também destacou a necessidade de ações preventivas para reduzir os riscos à população.
Governo monitora possível retorno do fenômeno
Diante das previsões climáticas, o governo federal já anunciou a criação de um gabinete de crise para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas.
A iniciativa reúne órgãos governamentais e instituições de pesquisa responsáveis pelo monitoramento climático em todo o país.
O objetivo é antecipar cenários de risco e preparar respostas rápidas caso ocorram eventos extremos relacionados ao fenômeno.
Fenômeno ainda está em fase de previsão
Apesar do alerta emitido pela ONU, os especialistas ressaltam que o fenômeno ainda não está oficialmente instalado.
Os modelos climáticos apontam uma alta probabilidade de formação nos próximos meses, mas a intensidade e os impactos exatos ainda dependerão da evolução das condições atmosféricas e oceânicas.
Por isso, os próximos boletins meteorológicos serão fundamentais para entender como o possível El Niño no RS poderá influenciar o clima durante o segundo semestre.

