Quem acompanha as marcas Brastemp e Consul recebeu uma notícia importante nos últimos dias. A fabricante responsável pelos eletrodomésticos anunciou uma mudança na produção de geladeiras, decisão que despertou dúvidas entre consumidores sobre possíveis impactos no mercado.
A medida faz parte de um processo de reorganização industrial conduzido pela Whirlpool. A empresa confirmou alterações em uma de suas unidades de fabricação de refrigeradores e informou que a transição ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos meses.
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Apesar da repercussão, a decisão não envolve as fábricas brasileiras. A unidade afetada fica em Apodaca, no estado de Nuevo León, no México, e terá suas linhas de produção transferidas para outro complexo industrial da companhia.
Fábrica deixará de produzir geladeiras
A Whirlpool decidiu encerrar gradualmente as atividades da fábrica Supsa, localizada em Apodaca. Durante o período de transição, a produção continuará funcionando, mas em ritmo cada vez menor até a desativação completa da unidade.
O cronograma prevê que a fábrica deixe de produzir geladeiras até o segundo trimestre de 2027. Enquanto isso, equipamentos, processos industriais e parte das operações serão transferidos para outras unidades da empresa.
Segundo a Whirlpool, a mudança faz parte de uma estratégia para tornar sua estrutura industrial mais eficiente, concentrando a fabricação em um número menor de fábricas.
Produção será transferida para outra unidade
O fechamento da fábrica mexicana não representa o encerramento da fabricação de geladeiras da Whirlpool no país.
Grande parte da produção será transferida para a unidade de Ramos Arizpe, também no México. Outras instalações da companhia e fornecedores poderão assumir determinadas etapas do processo produtivo.
A expectativa é reduzir custos, simplificar a logística e aumentar a eficiência das unidades que permanecerão em operação.
Reorganização poderá custar até US$ 165 milhões
A Whirlpool estima que todo o processo de reorganização poderá gerar custos de até US$ 165 milhões.
Desse total, cerca de US$ 95 milhões estão relacionados à desvalorização de imóveis, máquinas e outros ativos industriais. Outros US$ 30 milhões deverão ser destinados a despesas trabalhistas, incluindo indenizações e benefícios aos funcionários afetados.
A companhia também prevê aproximadamente US$ 40 milhões em gastos logísticos e industriais, como transporte de equipamentos, desmontagem das linhas de produção e adaptação das fábricas que receberão as operações.
Funcionários aguardam definição
A empresa ainda não informou quantos trabalhadores serão atingidos pelo encerramento das atividades em Apodaca.
Também não foi divulgado quantos funcionários poderão ser transferidos para outras unidades da Whirlpool. Segundo a multinacional, os empregados receberão suporte durante o período de transição, embora os detalhes desse processo ainda não tenham sido apresentados.
Mudança não afeta consumidores brasileiros
O anúncio gerou dúvidas entre consumidores porque Brastemp e Consul estão entre as marcas mais conhecidas do país.
No entanto, a Whirlpool afirmou que a reorganização não altera a produção brasileira nem deverá provocar impactos no abastecimento de eletrodomésticos no mercado nacional.
Atualmente, cerca de 95% dos produtos vendidos pela companhia no Brasil são fabricados em território brasileiro.
Fábricas da Brastemp e Consul continuam operando
A Whirlpool mantém fábricas em Joinville (SC), Manaus (AM) e Rio Claro (SP), além de uma unidade corporativa em São Paulo.
Essas unidades continuarão operando normalmente, incluindo a fábrica de Joinville, responsável por uma parcela importante da produção de geladeiras destinadas ao mercado brasileiro.
Com isso, consumidores deverão continuar encontrando normalmente geladeiras, freezers e outros eletrodomésticos das marcas Brastemp e Consul nas lojas do país.

