O inverno ainda nem começou oficialmente, mas milhões de brasileiros já podem precisar tirar os casacos mais pesados do armário. Meteorologistas acompanham a formação de uma forte massa de ar polar que promete mudar o tempo em diversas regiões do país nas próximas semanas.
As previsões indicam que o frio congelante em junho poderá atingir áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, provocando quedas expressivas de temperatura e aumentando o risco de geadas em algumas localidades.
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Os especialistas apontam que duas ondas de frio devem avançar pelo Brasil durante o mês. A segunda é a que mais preocupa os meteorologistas, já que poderá coincidir com os primeiros dias do inverno e provocar temperaturas abaixo da média para esta época do ano.
Como o frio congelante em junho deve avançar pelo país?
De acordo com os modelos meteorológicos, a primeira incursão de ar polar deve ocorrer durante a segunda quinzena de junho, espalhando temperaturas mais baixas por grande parte do centro-sul brasileiro.
No entanto, o principal destaque está previsto para os últimos dias do mês.
Nesse período, uma nova massa de ar polar poderá avançar com mais intensidade, favorecendo a ocorrência do chamado frio congelante em junho em várias regiões do Brasil.
A expectativa é que diversas cidades registrem temperaturas abaixo dos 10°C, enquanto áreas serranas poderão ter marcas próximas ou até inferiores a zero grau.
Sul deve registrar os efeitos mais intensos
Os estados da Região Sul aparecem entre os mais afetados pelas projeções meteorológicas.
No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a expectativa é de madrugadas bastante frias, especialmente em regiões de maior altitude.
Municípios da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense podem registrar algumas das menores temperaturas do ano.
Além disso, a proximidade com o Uruguai favorece a entrada de massas de ar polar mais intensas, aumentando o potencial para formação de geadas.
Sudeste também poderá enfrentar temperaturas baixas
O avanço do ar frio não deverá ficar restrito ao Sul.
Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também poderão sentir os efeitos da massa polar, principalmente nas áreas serranas e cidades localizadas em regiões mais elevadas.
As madrugadas devem ser marcadas por temperaturas mais baixas e sensação térmica reduzida em diversos municípios.
Em algumas localidades do interior paulista e mineiro, os termômetros poderão registrar valores bem abaixo da média para junho.
Centro-Oeste e Norte não escapam da mudança
O Mato Grosso do Sul aparece entre os estados do Centro-Oeste com maior potencial para sentir os impactos do avanço do ar polar.
Já na Região Norte, fenômenos conhecidos como friagem poderão atingir estados como Acre, Rondônia e áreas do sul do Amazonas.
Esse tipo de situação ocorre quando massas de ar frio conseguem avançar pela Amazônia, provocando queda repentina das temperaturas em regiões normalmente conhecidas pelo calor.
Há risco de geadas?
Sim.
Meteorologistas destacam que as geadas podem ocorrer principalmente em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
O fenômeno também pode atingir pontos próximos à fronteira com o Uruguai e algumas regiões de maior altitude do Sudeste.
A geada acontece quando a temperatura próxima ao solo cai a níveis suficientes para congelar a umidade presente sobre gramados, plantações e superfícies expostas.
Para produtores rurais, a situação exige atenção redobrada, especialmente em culturas mais sensíveis ao frio intenso.
Tempo seco também preocupa
O frio congelante em junho não deverá ser o único destaque do clima neste mês.
As previsões indicam redução das chuvas em diversas áreas do interior do país, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste.
Com menos precipitações, a umidade relativa do ar poderá atingir níveis baixos durante as tardes.
Em algumas cidades, os índices podem ficar abaixo dos 30%, aumentando o desconforto respiratório, o ressecamento da pele e os riscos relacionados à qualidade do ar.
El Niño segue sendo monitorado
Outro fator que continua no radar dos especialistas é o desenvolvimento do fenômeno El Niño.
Embora exista alta probabilidade de consolidação do fenômeno nos próximos meses, os meteorologistas explicam que seus efeitos ainda devem ser limitados durante junho.
Mesmo assim, a evolução do aquecimento das águas do Oceano Pacífico segue sendo acompanhada de perto, já que o El Niño pode influenciar o comportamento das temperaturas e das chuvas ao longo do inverno.
Junho pode ter um dos episódios de frio mais marcantes do ano
A combinação entre a chegada oficial do inverno, o avanço de massas de ar polar e a possibilidade de geadas faz de junho um dos meses mais observados pelos meteorologistas em 2026.
Caso as projeções atuais se confirmem, o Brasil poderá enfrentar um dos episódios de frio mais expressivos do ano, com temperaturas muito baixas, friagens na Região Norte e geadas em diversas áreas do Sul e Sudeste.
Para muitos brasileiros, será o momento de reforçar os cuidados com a saúde e preparar os casacos para enfrentar um período que promete ser bastante gelado.

