A Polícia Civil prendeu a ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas durante a segunda fase da Operação Carrasco deflagrada nesta segunda-feira (15). Além dela, mais duas veterinárias foram presas.
Conforme a polícia, Paula Lopes era investigada por ordenar mortes de cães e gatos. Na primeira fase da operação, deflagrada em setembro do ano passado, os investigadores apuraram que ela ordenava que os animais que chegavam ao Bem-Estar Animal fossem sacrificados e não avaliava a possibilidade de tratamento.
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Com o avanço da investigação, os agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, apuraram que Paula agia da mesma maneira no Instituto Paula Lopes, sua ONG. A forma de agir era semelhante, só que dessa vez ela usava uma rede de contatos que possuía para que a eutanásia fosse feita nos animais. O que chamou a atenção dos policiais é que ela criava campanhas param arrecadar recursos para o tratamento, enquanto pedia para que veterinários sacrificassem cães e gatos.
Operação Carrasco: ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas presa é apontada pela Polícia Civil como integrante de esquema criminoso
De acordo com a polícia, Paula integrava uma estrutura criminal que não tinha relação com o cargo que ela ocupou. Ela utilizava o status de “protetora dos animais” para, segundo a polícia, encaminhar animais para que veterinários praticasse a eutanásia.
Em um dos casos apurados pela polícia, um dos animais que apresentava sintomas de cinomose, foi encaminhado por Paula para a eutanásia. A veterinária questionou se se seria feito teste, mas à protetora autorizou a eutanásia e foi para as redes sociais pedir dinheiro para o tratamento da cachorra.
“Eles organizaram-se como uma estrutura criminosa. A morte de cada cão não era um ato de piedade, mas um ato de lucro. A polícia agora busca os registros de microchip de todos os animais que sumiram para, quem sabe, tentar identificar quantas vidas foram sacrificadas em nome de Pix”, pontua a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
O que diz Paula?
A reportagem da Agência GBC tenta contato com a defesa de Paula, mas ainda não obteve retorno.

