15.8 C
Canoas
01 de julho de 2026

“Mais liberdade”: gigante dos supermercados anuncia fim da escala 6×1 para trabalhadores

Uma gigante dos supermercados tomou uma decisão que chamou atenção do varejo e pode mudar a rotina de milhares de trabalhadores.

Grandes empresas do varejo brasileiro começaram a rever um dos modelos mais tradicionais de trabalho e colocaram a escala 6×1 no centro de uma transformação que pode mudar a rotina de milhares de funcionários. A mudança envolve supermercados, farmácias e lojas espalhadas pelo país.

O modelo, conhecido por permitir seis dias seguidos de trabalho com apenas uma folga semanal, passou a ser questionado por trabalhadores e analisado por empresas que buscam novas formas de organizar suas equipes.

LEIA TAMBÉM:

A alternativa que ganhou espaço é a escala 5×2, formato em que o trabalhador passa a ter duas folgas por semana. Apesar de ainda não valer automaticamente para todos os brasileiros, a movimentação de grandes redes chamou atenção.

Gigante dos supermercados começa a testar nova rotina de trabalho

Um gigante dos supermercados e outras empresas do varejo começaram a avaliar formatos diferentes para reduzir problemas como alta rotatividade e dificuldade para contratar profissionais.

No setor supermercadista, a discussão ganhou força porque as lojas tradicionalmente funcionam todos os dias e dependem de equipes organizadas em diferentes horários.

Mesmo com os desafios, algumas redes decidiram testar mudanças antes de uma possível alteração na legislação trabalhista. A ideia é encontrar um equilíbrio entre o funcionamento das lojas e uma jornada considerada mais atrativa pelos funcionários.

Além disso, empresas avaliam que trabalhadores com mais tempo de descanso podem permanecer por mais tempo nos empregos e melhorar o atendimento aos clientes.

Farmácias também entram na mudança da escala 6×1

A transformação não ficou restrita aos supermercados. A RD Saúde, dona das marcas Drogasil e Raia, passou a adotar a escala 5×2 em suas operações no Brasil.

A mudança ocorreu de forma gradual, começando por algumas funções e avançando para as equipes das lojas. Com o novo modelo, os funcionários passaram a ter duas folgas semanais dentro da organização definida pela empresa.

A decisão chamou atenção porque a rede atua em um setor que exige funcionamento constante, inclusive em horários ampliados.

Segundo análises do mercado, a adoção de uma jornada com mais descanso pode se tornar um diferencial para empresas que disputam profissionais.

Escala 6×1 virou um dos maiores debates do trabalho no Brasil

Nos últimos meses, a escala 6×1 ganhou destaque em debates sobre qualidade de vida e relações de trabalho.

Trabalhadores defendem que mais dias de descanso ajudam na organização da vida pessoal, no convívio familiar e na recuperação após jornadas intensas.

Por outro lado, empresas precisam avaliar custos, contratação de funcionários e mudanças na operação.

No comércio, essa discussão é ainda mais complexa porque supermercados, farmácias e lojas precisam manter atendimento frequente ao público.

Por isso, qualquer alteração exige planejamento e reorganização dos horários.

Redes de supermercados testam escala com duas folgas semanais

O movimento chegou a diferentes redes supermercadistas. Em Minas Gerais, o Grupo Supernosso iniciou testes com a escala 5×2 em algumas unidades de Belo Horizonte.

A experiência começou com parte dos funcionários e serviu para avaliar os impactos no ambiente de trabalho, no atendimento e na organização das equipes.

A empresa informou que os primeiros resultados indicaram melhora na rotina dos trabalhadores e maior interesse de candidatos pelas vagas abertas.

No Espírito Santo, a rede Extrabom também iniciou um projeto piloto envolvendo parte dos funcionários para analisar os efeitos da nova jornada.

Caso os resultados sejam positivos, o modelo pode ser ampliado para mais unidades.

Supermercado também mudou funcionamento aos domingos

Outra mudança chamou atenção no setor. Algumas unidades do Supermercados BH no Espírito Santo passaram a funcionar de segunda a sábado, deixando o domingo como dia de descanso para os trabalhadores.

A alteração ocorreu após uma convenção coletiva e passou a representar uma nova forma de organizar o trabalho no comércio.

O presidente da rede, Pedro Lourenço de Oliveira, conhecido como Pedrinho BH, defendeu que supermercados adotem o fechamento aos domingos em todo o país.

A medida não significa necessariamente que todas as lojas adotaram a escala 5×2, mas mostra que o setor está revendo antigas práticas.

Fim da escala 6×1 já foi aprovado?

Apesar das mudanças anunciadas por algumas empresas, o fim da escala 6×1 ainda não se tornou uma regra para todos os trabalhadores brasileiros.

A proposta que trata do assunto continua em discussão no Congresso Nacional e prevê alterações na jornada de trabalho.

Enquanto não houver uma mudança definitiva, empresas continuam podendo manter a escala 6×1, desde que sigam as regras trabalhistas e os acordos coletivos.

Na prática, o que acontece agora é uma antecipação de parte do mercado, com algumas companhias testando novos formatos antes de uma possível obrigação.

O que muda para o trabalhador?

Para quem deixa a escala 6×1 e passa para um modelo com duas folgas semanais, a principal diferença está no tempo de descanso.

A mudança pode facilitar a organização da vida pessoal, aumentar o tempo com a família e permitir mais espaço para estudos, lazer e compromissos fora do trabalho.

No entanto, cada empresa pode distribuir os horários de maneira diferente.

Em alguns casos, a carga semanal permanece parecida, mas os dias de trabalho e os períodos de folga são reorganizados.

Por isso, funcionários precisam acompanhar as regras definidas pela empresa e pelos acordos da categoria.

Gigante dos supermercados pode acelerar nova tendência

O avanço de mudanças em supermercados e farmácias indica que a escala 5×2 pode ganhar cada vez mais espaço no varejo brasileiro.

Empresas que enfrentam dificuldades para contratar ou manter funcionários podem enxergar a nova jornada como uma forma de atrair profissionais.

O fim da escala 6×1 ainda não chegou para todos, mas a decisão de um gigante dos supermercados e de outras grandes redes mostra que o debate deixou de ser apenas político.

Agora, ele já influencia diretamente a rotina de trabalhadores e empresas em todo o país.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS