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01 de julho de 2026

Novo estudo do IBGE revela o número total de gaúchos que foram afetados pela enchente no RS em 2024

Enchentes de 2024 no RS atingiram milhões de moradores e um novo estudo revela os impactos que continuam aparecendo após a maior tragédia climática do estado.

A enchente de 2024 no Rio Grande do Sul deixou marcas profundas na população gaúcha. Um novo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que mais de 6 milhões de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas que atingiram o estado entre abril e maio daquele ano.

O estudo inédito, chamado PEERS (Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul), estima que 6.333.727 moradores sofreram algum tipo de impacto provocado pelo desastre climático. Além disso, mais de 2,3 milhões de domicílios estavam localizados nas áreas atingidas.

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Segundo a pesquisa, os efeitos das enchentes de 2024 no RS foram sentidos muito além dos alagamentos. Mais da metade dos moradores informou algum tipo de dano na estrutura das residências, enquanto 88% dos domicílios registraram problemas causados pelo desastre, principalmente com interrupções no fornecimento de água e energia elétrica.

Enchente de 2024 no RS causou impactos na saúde e na rotina dos moradores

Além dos prejuízos materiais, o estudo revelou um forte impacto emocional causado pela tragédia. Em 67,5% dos domicílios pesquisados, pelo menos um morador relatou consequências na saúde mental após as enchentes.

Na Região Intermediária de Porto Alegre, uma das áreas mais afetadas, esse impacto foi ainda maior: 73,3% das residências registraram relatos relacionados ao abalo emocional dos moradores.

O levantamento também mostrou que milhares de famílias tiveram mudanças na rotina. Entre os principais problemas relatados estão dificuldades para conviver com familiares e amigos, obstáculos para chegar ao trabalho ou escola e problemas para acessar serviços de saúde.

Mais de 270 mil casas foram destruídas ou ficaram muito danificadas

A pesquisa analisou ainda as condições das moradias depois das enchentes. Ao todo, 81.272 domicílios foram classificados como destruídos, enquanto outros 190.253 foram considerados muito danificados.

O cenário mostra que 11,7% das residências atingidas apresentavam condições de máxima precariedade após o desastre climático.

Outro ponto avaliado foi a qualidade de vida dos moradores depois das enchentes. Entre as pessoas afetadas, 24,9% afirmaram que houve piora nas condições de vida após o evento, enquanto 56,5% disseram que as condições permaneceram iguais.

Tragédia deixou 185 mortos no Rio Grande do Sul

As chuvas intensas de abril e maio de 2024 provocaram o maior evento hidrometeorológico já registrado no Brasil, segundo especialistas. O desastre atingiu centenas de municípios gaúchos, causando mortes, destruição e prejuízos econômicos.

Conforme a Defesa Civil Estadual, 185 pessoas morreram e 23 seguem desaparecidas. Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 418 decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.

A coleta dos dados da pesquisa do IBGE ocorreu entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, com entrevistas em 30 mil domicílios de 133 cidades afetadas.

O levantamento busca ajudar na criação de políticas públicas e estratégias de prevenção para novos eventos climáticos extremos no Brasil.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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