O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades envolvendo uma equipe da Globo durante a produção de uma reportagem no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
A apuração ocorre após questionamentos sobre o acesso da equipe de jornalismo a áreas restritas do terminal. O caso chamou atenção porque envolve procedimentos de segurança aeroportuária e a atuação de diferentes órgãos federais.
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A investigação contra a Globo busca esclarecer se a equipe da emissora entrou em áreas controladas sem cumprir todos os protocolos exigidos, como revista de equipamentos, comunicação prévia e outros procedimentos de segurança.
O que está sendo investigado
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o Ministério Público Federal apura se houve falhas no cumprimento das normas de acesso durante a realização da reportagem.
Entre os pontos analisados estão a entrada em áreas restritas do aeroporto, a realização de procedimentos de segurança e a comunicação entre os órgãos responsáveis pela operação.
A Polícia Federal informou que não teria sido comunicada previamente sobre a presença da equipe de reportagem.
Globo afirma que cumpriu os protocolos
Em nota, a Globo informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre o inquérito.
A emissora afirmou que sua equipe de jornalismo cumpriu todos os protocolos exigidos pelos órgãos competentes para a realização da reportagem.
O superintendente da Receita Federal no Rio de Janeiro, Claudiney Cubeiro dos Santos, também declarou ao Ministério Público que as filmagens foram autorizadas e que a equipe seguiu os procedimentos exigidos pela alfândega.
Entenda o impasse entre Receita Federal e Polícia Federal
A discussão não é inédita.
No início do ano, a Polícia Federal impediu que a equipe do programa Aeroporto – Área Restrita, do Discovery Channel, acompanhasse fiscalizações realizadas por servidores da Receita Federal no Aeroporto do Galeão.
Segundo a Polícia Federal, a segurança aeroportuária é de sua responsabilidade. Já a Receita Federal sustenta que a área alfandegária está sob sua competência, o que tem gerado divergências sobre a autorização para gravações no local.
Inquérito ainda está em fase inicial
Até o momento, o procedimento aberto pelo Ministério Público Federal tem caráter investigativo.
O objetivo é reunir informações para verificar se houve ou não descumprimento das normas durante a produção da reportagem. Não há decisão judicial nem conclusão sobre eventuais responsabilidades.

