A Polícia Federal deflagrou nesta semana a Operação Contra Barbariem nas cidades de Bagé, Canoas e Candiota. A ofensiva mirava um grupo que tortura bebês, crianças e animais.
Conforme a PF, a investigação teria começado após a apreensão de um celular em outra investigação. Ao analisar o conteúdo do eletrônico apreendido, os policiais passaram a investigar episódios de violência física e psicológica praticados contra crianças e animais domésticos.
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As sessões de tortura, segundo a polícia, eram fotografadas e filmadas. Depois, as imagens eram compartilhadas e vendidas através de grupos na internet.
No total, nove homens foram presos durante a operação.
“São todos jovens, menores de 30 anos, alguns com empregos estabilizados que praticavam esse tipo de comportamento por uma questão, por uma percepção de pagamento por parte do investigado principal que fazia esse tipo de pagamento. No entanto, percebe-se que esse investigado central que foi quem que originou essa investigação desse celular apreendido, ele também realizava esse tipo de ato, dirigia e coordenava esse tipo de prática, também por uma espécie de prazer. Não um prazer sexual, mas um prazer de ver esse tipo de ato degradante, ato de tortura e que tem consumidores na internet”, relata o delegado da Polícia Federal, Ronaldo Reis, em entrevista ao portal Bagé Agora.
Investigações da Operação Contra Barbariem vão continuar
De acordo com informações da PF, na última quinta-feira (2), foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva expedidos pela 2ª Vara Criminal de Bagé. Oito alvos foram capturados em Bagé e outro em Candiota.
Segundo o delegado, as investigações vão continuar.
“As investigações vão prosseguir agora visando identificar outras vítimas para que seja feito encaminhamento adequado aos órgãos de proteção de crianças e adolescentes, identificar outros participantes, outro tipo de material que era produzido também e também os adquirentes desse tipo de material que também podem ser outros possíveis autores dessa prática”, finaliza o delegado.
Por fim, a PF ressalta que os investigadores poderão responder pelos crimes de imposição intencional de sofrimento físico ou mental contra crianças ou adolescentes, de maus-tratos a animais e de organização criminosa.


