Imagine uma Copa do Mundo sem Vinícius Júnior, Rodrygo, Raphinha, Alisson, Marquinhos ou qualquer outro brasileiro que atua na Europa. Essa possibilidade passou a fazer parte de um projeto apresentado na Câmara dos Deputados.
A proposta prevê que a seleção brasileira passe a convocar apenas jogadores registrados em clubes do Brasil, deixando de fora atletas que defendem equipes estrangeiras.
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Além disso, o texto também pretende proibir que clubes, federações e confederações mantenham contratos de patrocínio com empresas de apostas esportivas.
O que muda para a seleção brasileira?
O projeto de lei, apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), estabelece que as seleções masculina, feminina e de base só poderão convocar atletas vinculados a clubes brasileiros que disputem competições oficiais no país.
A exigência também alcança a comissão técnica, que deverá ser formada por profissionais brasileiros ligados a clubes ou entidades esportivas nacionais.
A única exceção prevista é para partidas amistosas ou eventos promocionais, desde que haja autorização do órgão competente.
Casas de apostas também seriam proibidas
Outro ponto do projeto trata dos contratos comerciais do futebol brasileiro.
Caso a proposta seja aprovada, clubes, federações, confederações e demais entidades esportivas não poderão exibir marcas de empresas de apostas esportivas em:
- uniformes;
- estádios;
- centros de treinamento;
- placas de publicidade;
- entrevistas;
- redes sociais;
- campanhas institucionais;
- transmissões esportivas.
A restrição também alcança empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico das operadoras de apostas.
Deputado critica convocações
Ao defender a proposta, Luiz Carlos Hauly afirmou que a saída precoce de atletas para o futebol internacional prejudicou o esporte brasileiro.
Segundo ele, a medida ajudaria a fortalecer os clubes nacionais, incentivar investimentos na formação de jogadores, gerar empregos e aumentar a identificação da torcida com a seleção brasileira.
Durante pronunciamento na Câmara, o parlamentar criticou o desempenho recente da equipe nacional e afirmou que o país precisa voltar a valorizar quem atua no futebol brasileiro.
Projeto ainda precisa avançar
Apesar da repercussão, a proposta ainda está no início da tramitação e precisará passar pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise do Senado.
Somente se for aprovada pelas duas Casas e sancionada pela Presidência da República é que as novas regras poderão entrar em vigor.
Além disso, o texto prevê um prazo de até 180 dias para que contratos de patrocínio atualmente em vigor sejam encerrados, caso a medida seja transformada em lei.

