A morte de uma famosa atriz voltou a repercutir após a divulgação de um laudo oficial que esclareceu o que provocou o falecimento de uma artista conhecida por participar de uma novela exibida pela Record. O documento revelou que ela morreu em consequência de uma intoxicação alcoólica, quadro considerado uma emergência médica.
O caso também reacendeu dúvidas sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sobre como a combinação com determinados medicamentos pode potencializar os efeitos no organismo, aumentando o risco de complicações graves.
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A atriz era Ece İrtem, conhecida por interpretar a personagem Hande na novela Coração de Mãe, produção turca exibida pela Record. Ela foi encontrada morta aos 35 anos em sua casa, em Istambul, e o Instituto Médico Legal da Turquia concluiu que a causa da morte foi intoxicação alcoólica. O exame apontou concentração de 395 miligramas de álcool por decilitro de sangue.

O que é intoxicação alcoólica?
A intoxicação alcoólica acontece quando a quantidade de álcool ingerida ultrapassa a capacidade do organismo de metabolizar a substância.
Diferentemente da embriaguez comum, em que predominam sintomas como euforia, desinibição e perda parcial da coordenação motora, a intoxicação alcoólica compromete o funcionamento do sistema nervoso central e pode colocar a vida em risco.
Como o álcool pode levar à morte?
Segundo Felipe Liger, médico emergencista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, quando a quantidade de álcool ultrapassa a capacidade de eliminação do organismo, funções vitais podem ser comprometidas.
Entre os principais riscos estão:
- redução da consciência;
- dificuldade para respirar;
- perda dos reflexos que protegem as vias aéreas;
- aspiração do próprio vômito;
- hipotermia;
- hipoglicemia;
- queda da pressão arterial;
- alterações na frequência cardíaca.
O médico Paulo Mascarenhas Mendes explica que quadros de sonolência profunda e respiração lenta devem ser tratados como emergência médica.
Quem corre mais risco?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver intoxicação alcoólica, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade.
Entre eles estão:
- mulheres;
- idosos;
- pessoas com menor massa corporal;
- pacientes com doenças hepáticas;
- pessoas com insuficiência renal;
- portadores de doenças cardíacas;
- pessoas com doenças neurológicas.
O tipo de bebida também influencia. Destilados e bebidas com maior teor alcoólico costumam elevar mais rapidamente a concentração de álcool no sangue.
Segundo especialistas, concentrações próximas de 400 mg/dL já são consideradas potencialmente fatais em diversos casos.
Misturar álcool com medicamentos aumenta o perigo
O laudo divulgado pelas autoridades turcas também apontou a presença de medicamentos em níveis terapêuticos no organismo da atriz.
Segundo os especialistas, algumas medicações podem potencializar o efeito depressor do álcool sobre o sistema nervoso central.
Entre elas estão:
- clonazepam;
- alprazolam;
- diazepam;
- codeína;
- tramadol;
- zolpidem.
A combinação pode provocar sonolência intensa, perda da consciência, depressão respiratória e até coma.
A intoxicação alcoólica pode causar infarto?
Especialistas explicam que o principal mecanismo responsável pelas mortes por intoxicação alcoólica aguda não costuma ser o infarto.
Segundo a cardiologista Maria Emilia Figueiredo, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o maior risco está na depressão do sistema nervoso central, que pode interromper funções essenciais como a respiração.
Já o consumo excessivo de álcool ao longo de muitos anos pode favorecer doenças cardiovasculares, hipertensão, cardiomiopatia alcoólica e aumentar o risco de infarto.
O que fazer diante de uma intoxicação alcoólica?
Ao perceber sinais como:
- dificuldade para acordar a pessoa;
- respiração lenta;
- pele fria;
- perda de consciência;
- confusão mental intensa;
- vômitos repetidos;
a orientação é procurar atendimento médico imediatamente ou acionar o serviço de emergência.
Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de evitar complicações graves.

