A Receita Federal alertou empresas de todo o país sobre uma importante mudança ligada à implementação da Reforma Tributária. Até 31 de julho de 2026, os contribuintes devem adequar seus sistemas de emissão de documentos fiscais às novas exigências relacionadas aos tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
A medida faz parte da fase de transição da Reforma Tributária e busca preparar empresas e sistemas para o novo modelo de tributação do consumo, que será implementado gradualmente nos próximos anos.
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O que muda a partir de 31 de julho
Até o fim de julho, empresas precisam garantir que seus sistemas estejam aptos a preencher corretamente os novos campos exigidos nas notas fiscais eletrônicas.
A partir de agosto, documentos fiscais emitidos sem essas informações poderão ser rejeitados automaticamente pelos sistemas de validação, impedindo a emissão da nota e afetando a realização de vendas e prestações de serviços.
Quem precisa se adequar
A mudança alcança empresas que emitem documentos fiscais eletrônicos, incluindo:
- Nota Fiscal Eletrônica (NF-e);
- Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e);
- Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e);
- Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).
Também micro e pequenas empresas deverão acompanhar o cronograma de adaptação previsto pela Reforma Tributária, conforme as regras aplicáveis a cada regime tributário.
Objetivo é preparar a transição da Reforma Tributária
Embora CBS e IBS ainda estejam em fase de implantação, 2026 funciona como um período de testes operacionais.
Nesse estágio, as empresas precisam adaptar seus sistemas para incluir as novas informações fiscais, permitindo que a transição ocorra de forma gradual antes da cobrança definitiva dos novos tributos.
O que acontece se a empresa não se adaptar
Especialistas alertam que empresas que deixarem a atualização para a última hora poderão enfrentar dificuldades operacionais.
Caso os sistemas não estejam preparados, as notas fiscais poderão ser rejeitadas automaticamente, comprometendo faturamento, entrega de mercadorias, prestação de serviços e fluxo de caixa das empresas.
Novo CNPJ também faz parte das mudanças
Outra novidade implementada pela Receita Federal é o CNPJ alfanumérico, que passa a ser utilizado apenas para novos registros de empresas.
O novo modelo mantém os 14 caracteres do documento, mas passa a combinar letras e números para ampliar a quantidade de combinações disponíveis. Os CNPJs já existentes não sofrerão qualquer alteração.
Empresas devem agir antes do prazo
A recomendação é que empresários procurem seus contadores ou fornecedores de sistemas fiscais para verificar se as plataformas utilizadas já estão adaptadas às novas exigências.
Realizar testes e atualizar os softwares antes de 31 de julho é considerado essencial para evitar problemas na emissão de documentos fiscais e garantir a continuidade das operações após o início da nova etapa da Reforma Tributária.

