Clientes do banco Itaú são surpreendidos com aviso de fechamento de agências

As agências físicas do Itaú continuam sendo fechadas em diversas cidades. Entenda o motivo da estratégia e veja quem pode ser mais afetado.

As agências físicas do Itaú continuam desaparecendo em diversas cidades brasileiras, acompanhando uma transformação que vem mudando a forma como milhões de clientes utilizam os serviços bancários.

O movimento faz parte da estratégia do banco para ampliar o atendimento digital, mas também preocupa consumidores que ainda dependem do atendimento presencial para resolver pendências e acessar determinados serviços.

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Um dos exemplos mais simbólicos aconteceu em Minas Gerais, onde o Itaú fechou a única agência existente em Itaú de Minas, cidade que inspirou o nome da instituição financeira.

Por que o Itaú está fechando agências?

Segundo o banco, cerca de 97% das transações realizadas por clientes pessoa física já acontecem pelos canais digitais, como aplicativo e internet banking.

Com isso, a instituição passou a reduzir gradualmente sua estrutura física e concentrar investimentos em soluções digitais.

Mais de 300 agências encerradas

O processo ganhou força nos últimos anos.

Somente em 2025, o Itaú fechou 319 agências presenciais e anunciou o encerramento de outras 188 unidades até maio.

De acordo com levantamento do Dieese, os cinco maiores bancos do país encerraram 1.345 agências entre 2024 e 2025.

Clientes ainda dependem do atendimento presencial

Apesar do crescimento dos serviços digitais, muitos brasileiros continuam precisando das agências para resolver situações específicas.

Entre os públicos mais afetados estão:

  • aposentados;
  • pensionistas;
  • servidores públicos;
  • pessoas com pouca familiaridade com aplicativos bancários.

Em alguns municípios, clientes precisam viajar para cidades vizinhas após o fechamento das unidades.

Banco segue responsável pela folha de servidores

Mesmo reduzindo sua rede física, o Itaú continua ampliando algumas operações.

No início de julho, a instituição venceu a licitação para continuar administrando a folha salarial de aproximadamente 670 mil servidores públicos, aposentados, pensionistas e fornecedores do Governo de Minas Gerais.

A proposta apresentada pelo banco foi de R$ 2,188 bilhões.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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