Quem costuma conferir a data de validade dos alimentos antes de fazer as compras pode notar uma mudança importante nas embalagens nos próximos anos. Uma nova regra passou a alterar a forma como essas informações são apresentadas aos consumidores, mas a novidade ainda não vale para o Brasil.
A medida busca reduzir o desperdício de comida e facilitar a interpretação dos rótulos. Especialistas acreditam que a iniciativa pode influenciar outros mercados no futuro, já que muitas pessoas descartam alimentos ainda próprios para consumo por interpretarem de forma incorreta as datas impressas nas embalagens.
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A mudança entrou em vigor na Califórnia, nos Estados Unidos, por meio da legislação conhecida como Assembly Bill 660 (AB 660). O objetivo é padronizar as informações presentes nas embalagens e eliminar expressões que costumavam gerar dúvidas entre os consumidores.
O que muda na data de validade dos alimentos?
A principal alteração é a substituição de diversos termos diferentes que apareciam nos rótulos, como “sell by”, “best before” e outras variações semelhantes.
Com a nova regra, os fabricantes deverão utilizar apenas expressões padronizadas que indiquem claramente se a data está relacionada à qualidade ou à segurança do alimento.
Quando a informação estiver ligada apenas à melhor qualidade do produto, passarão a ser utilizados termos como “Best if Used By” (“melhor se consumido até”) ou “Best if Frozen By” (“melhor se congelado até”).
Já quando a data indicar o limite recomendado para consumo seguro, os rótulos utilizarão expressões como “Use By” (“consumir até”) ou “Use or Freeze By” (“consumir ou congelar até”).
A nova regra acaba com a data de validade?
Não.
Apesar da mudança chamar atenção, a legislação não elimina a data de validade dos alimentos.
Na prática, ela apenas padroniza a forma como essas informações aparecem nas embalagens para reduzir interpretações equivocadas por parte dos consumidores.
Outra mudança importante é a retirada da expressão “sell by” (“vender até”) destinada ao público. Esse tipo de indicação sempre foi criado para auxiliar supermercados no controle dos estoques, mas muitas pessoas acreditavam que ela representava a data em que o alimento deixava de ser seguro para consumo.
Os varejistas ainda poderão utilizar códigos internos para organizar seus produtos, mas essas informações não serão mais exibidas da mesma maneira aos consumidores.
Por que essa mudança foi criada?
Segundo o governo da Califórnia e organizações que apoiaram a proposta, milhões de alimentos são descartados todos os anos simplesmente porque os consumidores não compreendem o significado das datas impressas nas embalagens.
Em muitos casos, o alimento continua adequado para consumo, mas acaba indo para o lixo por causa da interpretação incorreta das informações.
A expectativa é que a padronização ajude as famílias a economizar, reduza o desperdício de alimentos e diminua os impactos ambientais causados pelo descarte desnecessário.
A mudança pode chegar a outros lugares?
Especialistas acreditam que sim.
Como a Califórnia costuma servir de referência para diversas políticas públicas nos Estados Unidos, existe a expectativa de que outras regiões adotem regras semelhantes nos próximos anos.
Além disso, iniciativas desse tipo também podem incentivar discussões em outros países sobre formas mais claras de apresentar a data de validade dos alimentos aos consumidores.
Embora a nova legislação ainda não tenha qualquer efeito no Brasil, ela chama atenção por propor uma forma mais simples de interpretar as informações presentes nas embalagens e reduzir um problema que afeta milhões de pessoas: o desperdício de alimentos por falta de compreensão dos rótulos.

