“É o mais forte da história”: meteorologista que viralizou nas redes sociais prevendo as inundações recentes no RS revela quando os efeitos do El Niño vão piorar

Meteorologista Piter Scheuer, que ganhou destaque ao prever as recentes enchentes no RS, alerta que o auge do El Niño ainda está por vir.

O meteorologista Piter Scheuer, que ganhou grande repercussão nas redes sociais após alertar com antecedência sobre as fortes chuvas e enchentes registradas recentemente no Rio Grande do Sul, voltou a fazer um novo aviso envolvendo o El Niño. Segundo ele, os episódios extremos observados nas últimas semanas representam apenas o início de um período ainda mais preocupante.

Nos últimos dias, diversas cidades gaúchas enfrentaram alagamentos, rios acima da cota de inundação e milhares de pessoas afetadas pelas fortes chuvas. Para Scheuer, esses eventos já são consequência do fortalecimento do fenômeno climático, mas a tendência é que as ocorrências se tornem ainda mais frequentes.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, o meteorologista afirmou que as chuvas intensas devem aumentar gradativamente nos próximos meses.

“Essa chuva que aconteceu já é influência do El Niño, só que cada vez mais gradativamente isso começa a ficar mais frequente.”

Segundo ele, a preocupação não está apenas nos grandes acumulados de chuva, mas principalmente na repetição desses eventos em intervalos muito curtos.

“Imagina tu ter 200, 300 milímetros no dia e depois de dois, três dias ter isso de novo. Acaba trazendo alagamento, enxurrada, em tudo quanto é canto.”

El Niño ainda deve ficar mais forte

De acordo com Piter Scheuer, a enchente registrada nesta semana é a maior até agora durante o atual episódio de Super El Niño, mas está longe de ser um caso isolado.

O meteorologista lembrou que, ainda em maio e junho, várias regiões do Rio Grande do Sul já haviam registrado acumulados entre 200 e 400 milímetros de chuva, principalmente no Norte e no Noroeste do Estado.

Para ele, o cenário atual representa mais um episódio dentro de uma sequência de eventos extremos que deve continuar ao longo do segundo semestre.

“O pior ainda está por vir”

Segundo Scheuer, o período de maior preocupação começa entre setembro e janeiro, quando o fenômeno deverá atingir sua máxima intensidade.

“O pior ainda está por vir. Setembro para frente vai ser o auge do El Niño. Final desse inverno, primavera, é o auge total desse Super El Niño, que é o mais forte da história.”

Caso as projeções atuais se confirmem, o Rio Grande do Sul poderá enfrentar novos episódios de chuva intensa, enxurradas, enchentes e temporais durante esse período.

NOAA também prevê fortalecimento do El Niño

As projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) seguem na mesma direção.

O órgão estima que existe 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria de El Niño muito forte durante o último trimestre de 2026.

Além disso, a NOAA calcula 97% de chance de que o El Niño continue influenciando o clima até o primeiro semestre de 2027.

Rio Grande do Sul segue em alerta

Mesmo com a redução da chuva prevista para os próximos dias, a Defesa Civil mantém atenção para rios ainda elevados, principalmente nas bacias do Taquari, Caí, Jacuí e Guaíba.

Especialistas reforçam que o risco permanece elevado porque o solo continua encharcado após as precipitações registradas nesta semana.

Para os meteorologistas, a população deve continuar acompanhando os alertas oficiais, já que o período considerado mais crítico do El Niño ainda nem começou.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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