Uma das maiores redes de atacado e atacarejos demitiu mais de 7 mil funcionários e fechou 30 lojas. Seria o anúncio de uma crise? O que levou o grupo a enxugar a operação?
De acordo com fontes do mercado, o grupo Mateus que é proprietário de atacados, atacarejos e supermercados, fatura cerca de R$ 40 bilhões por ano. Com centenas de filiais espalhadas pelo país, ele está entre as maiores redes de supermercados do Brasil.
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Mas, o recente movimento da gigante dos atacados chamou a atenção do mercado financeiro.
Gigante rede de atacado demite funcionários e alega redução de custos
O Grupo Mateus encerrou 2025 com 47,9 mil funcionários. Com o movimento, a empresa reduziu em 14% o quadro de empregados e, atualmente, opera com cerca de 40 mil colaboradores.
De acordo com fontes do setor, o movimento integra um processo de redução de custos. Nos últimos anos, o grupo cresceu rapidamente e antes de amargar prejuízos, revisou a produtividade, as despesas e o desempenho de cada unidade.
Com os fechamentos, o grupo focou os investimentos em unidades mais eficientes. A estratégia é simples: diminuir gastos sem abandonar os pontos que tem resultados positivos.
Conforme o presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, a empresa pretende continuar demitindo e fechando operações para seguir reduzindo despesas.
Baixo volume de vendas motivou fechamentos
O fechamento das lojas ocorre devido a redução de vendas. Com o orçamento apertado, famílias estão comprando em quantidades menores e buscando produtos mais baratos.
O endividamento das famílias e os juros elevados prejudicaram os resultados das operações do Grupo Mateus. As lojas da rede, por exemplo, apresentaram queda superior a 7% na vendas só no primeiro trimestre deste ano.
Com o resultado negativo, a gigante do atacarejo decidiu passar a tesoura, demitir funcionários, fechar lojas e concentrar os esforços nas operações que geram lucros.

