Trabalhadores podem ter direito a até 20 dias de afastamento remunerado; entenda em quais casos

Nem todo afastamento do trabalho acontece por férias ou licença. Em determinadas situações, o trabalhador pode permanecer até 20 dias afastado de suas atividades, mantendo os direitos previstos na legislação trabalhista e previdenciária. O período varia conforme o motivo do afastamento e as condições de saúde do empregado.

Segundo especialistas em Direito do Trabalho, quando o trabalhador apresenta problemas de saúde comprovados por atestado médico, a empresa é responsável pelo pagamento dos primeiros dias de afastamento. Caso a incapacidade para o trabalho persista por um período maior, o benefício pode passar a ser pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que os requisitos legais sejam atendidos.

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Quando o afastamento é permitido

O empregado pode se afastar do trabalho em diferentes situações previstas na legislação, sendo a incapacidade temporária por doença ou acidente uma das mais comuns.

Nesses casos, é indispensável apresentar documentação médica que comprove a impossibilidade de exercer as atividades profissionais. Dependendo da duração do afastamento, o trabalhador poderá ser encaminhado para avaliação do INSS.

Quem paga durante o período

Nos afastamentos por motivo de saúde, a responsabilidade pelo pagamento muda conforme o tempo em que o trabalhador permanece sem exercer suas funções.

Pelas regras atuais, a empresa arca com a remuneração durante os primeiros dias de licença. Se o afastamento ultrapassar esse período, caberá ao INSS analisar a concessão do benefício por incapacidade temporária, desde que sejam cumpridos os requisitos exigidos pela Previdência Social.

O atestado médico é obrigatório

Sim.

Para justificar a ausência e garantir os direitos trabalhistas, o trabalhador deve apresentar um atestado emitido por profissional habilitado. O documento informa o período necessário para recuperação e serve como base para a empresa registrar o afastamento.

Direitos são preservados

Durante o afastamento regular, o trabalhador continua protegido pela legislação, desde que todas as exigências sejam cumpridas.

Por isso, especialistas recomendam comunicar a empresa imediatamente, apresentar a documentação médica e acompanhar as orientações sobre eventual perícia do INSS, caso o período de recuperação seja prolongado.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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