A morte de uma atriz que participou de produções da Globo e construiu uma carreira marcada pela representatividade nas artes emocionou fãs e colegas nesta quinta-feira (6). Reconhecida por trabalhos na televisão, no teatro e no cinema, ela deixou um importante legado para a cultura brasileira. A artista é Clodd Dias, que morreu aos 49 anos.
A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
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Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd Dias era atriz, cantora, poetisa e dubladora. Mulher trans negra, tornou-se uma referência de representatividade LGBTQIAPN+ nas artes cênicas e participou de diversos projetos ao longo da carreira.
Formada pelo Centro de Artes Célia Helena em 2001, a artista também integrou importantes coletivos teatrais, como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste, consolidando sua atuação em diferentes linguagens artísticas.
Clodd Dias participou de produções da Globo e do streaming
Na televisão e no streaming, um dos papéis mais conhecidos de Clodd Dias foi o da personagem Roberta, na série “Manhãs de Setembro”.

Ela também participou da segunda temporada de “As Five”, produção derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, exibida pela Globo, ampliando ainda mais sua presença no audiovisual brasileiro.
Carreira também passou pelo cinema
Além da televisão, Clodd Dias atuou em produções do cinema nacional como “O Clube das Mulheres de Negócios”, “Rodeio Rock” e “Lugar pra Ninguém”.
Nos palcos, participou de espetáculos como “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo” e “Esperando Godot”, trabalhos que renderam reconhecimento da crítica especializada.
Atriz recebeu prêmios e homenagens
Ao longo da carreira, Clodd Dias recebeu o Prêmio Arcanjo de Cultura e outras homenagens por sua contribuição às artes e pela defesa da diversidade dentro da cultura brasileira.
Sua trajetória ficou marcada não apenas pelos personagens interpretados, mas também pela importância de sua representatividade para artistas e para o público.

