Uma ex-apresentadora da Globo morreu aos 46 anos após enfrentar uma luta contra o câncer. A jornalista, que ficou conhecida pelo trabalho na televisão e no jornalismo esportivo, morreu na madrugada desta quarta-feira (26), em Santa Catarina, onde vivia com a família.
A morte causou comoção entre antigos colegas de profissão, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória na televisão. Além da carreira no jornalismo esportivo, ela também deixou uma marca por trabalhos desenvolvidos fora das redações e pela relação próxima com o público.
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A profissional começou a construir sua carreira em Palmas, no Tocantins, onde passou a atuar na cobertura esportiva a partir de 2007. Ao longo dos anos, participou de transmissões, cobriu competições e conquistou espaço entre os profissionais de comunicação da região.

A jornalista era Thalita Tavares Caturelli Passoni, conhecida entre os colegas de redação pelo apelido de “Japinha”. Ela foi apresentadora do Globo Esporte Tocantins e também trabalhou como comentarista na rádio CBN Tocantins.
Quem era Thalita Tavares?
Natural de Ribeirão Preto (SP), Thalita construiu parte importante de sua trajetória profissional no Tocantins.
A carreira no esporte começou em 2007, quando passou a acompanhar campeonatos amadores e competições de categorias regionais em Palmas.
Posteriormente, a jornalista ganhou espaço na televisão e chegou à apresentação do Globo Esporte TO, programa em que ficou conhecida pela forma descontraída de trabalhar com o jornalismo esportivo.
Ela também atuou como comentarista na CBN Tocantins e encerrou seu ciclo profissional no estado em 2013.
Ex-apresentadora do Globo Esporte deixou marca na televisão

Um dos profissionais que trabalharam com Thalita foi o policial civil e jornalista paranaense Alexandre Alves.
Ele trabalhou com a jornalista durante três anos na TV Anhanguera e relembrou a personalidade da colega em entrevista ao g1.
Segundo Alves, a alegria e o profissionalismo de Thalita ajudavam a criar uma relação diferente com os espectadores.
A jornalista também era lembrada pela maneira descontraída de apresentar o conteúdo esportivo, em um período anterior à popularização de formatos mais informais no jornalismo.
Colega relembrou alegria e profissionalismo
Alexandre Alves contou que a risada de Thalita era uma das características mais marcantes da jornalista.
Segundo ele, a profissional incentivava as brincadeiras feitas durante as participações e ajudava a criar uma conexão com quem acompanhava o programa.
A relação com o público também era percebida fora da televisão. O jornalista relatou que pessoas o encontravam nas ruas e pediam que mandasse abraços para Thalita.
A lembrança reforça a popularidade que a ex-apresentadora conquistou durante sua passagem pelo jornalismo esportivo no Tocantins.
Thalita morreu aos 46 anos após luta contra o câncer
Thalita morreu na madrugada de 26 de agosto de 2026, aos 46 anos, em Santa Catarina.
Ela enfrentava um câncer e morava no estado com a família.
A jornalista deixa um filho de 10 anos.
A notícia da morte foi recebida com pesar por pessoas que trabalharam com ela e também por integrantes de projetos ligados à família.
Jornalista criou espaço especializado em autismo
Depois de deixar o Tocantins, Thalita se mudou para Maceió e passou a desenvolver outros projetos.
Ela foi fundadora e idealizadora do Espaço Júnior, um Centro Especializado em Autismo que recebeu esse nome em homenagem ao filho.
Após a morte da jornalista, a instituição publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais.
A equipe destacou a força e a energia de Thalita e afirmou que ela deixou um exemplo para diferentes pessoas que tiveram contato com sua trajetória.
Homenagens marcaram despedida da jornalista
A publicação do Espaço Júnior recebeu comentários de pessoas que conviveram com Thalita ou foram beneficiadas pelo projeto.
Seguidores lamentaram a morte e destacaram as lembranças deixadas pela jornalista ao longo de sua vida profissional e pessoal.
Entre as mensagens, pessoas próximas falaram sobre a dificuldade de acreditar na perda e relembraram o carinho que tinham pela ex-apresentadora.
Beneficiários do projeto também manifestaram pesar pela morte da fundadora.
Família fará sepultamento de forma reservada
De acordo com o Espaço Júnior, não haverá velório, conforme pedido feito anteriormente por Thalita.
O sepultamento será realizado de maneira reservada pela família.
A cerimônia acontecerá em Balneário Camboriú (SC), cidade onde a jornalista morava.
A trajetória de Thalita Tavares ficou marcada pela passagem pelo jornalismo esportivo, especialmente durante os anos em que trabalhou no Tocantins. Aos 46 anos, a ex-apresentadora da Globo deixa um filho e uma história lembrada com carinho por antigos colegas, amigos e pessoas que acompanharam seu trabalho na televisão.

