Um novo ciclone extratropical se forma entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir desta segunda-feira (31) e deve intensificar as chuvas na região. A previsão indica precipitação de moderada a forte intensidade, com acumulados que podem chegar a 150 a 200 milímetros em alguns pontos dos dois estados.
As áreas consideradas de maior risco incluem a Serra Gaúcha, o Planalto Norte e a região das Missões, no Rio Grande do Sul, além de grande parte de Santa Catarina.
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O cenário preocupa principalmente porque algumas regiões já registraram volumes elevados de chuva nos últimos dias. Com o solo e os rios mais carregados, a nova rodada de precipitação pode aumentar a possibilidade de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
Ciclone extratropical aumenta o risco de chuva forte no Sul
A formação do ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina favorece a ocorrência de chuva intensa durante esta segunda-feira.
Em determinados pontos, os volumes previstos podem alcançar entre 150 e 200 mm, um acumulado expressivo para um curto período.
A combinação entre a chuva prevista e os volumes registrados anteriormente é um dos principais fatores de preocupação para as áreas que já apresentam condições de saturação do solo e elevação dos níveis dos rios.
Quais regiões do Rio Grande do Sul têm maior risco?
No Rio Grande do Sul, a previsão aponta atenção especial para três áreas:
- Serra Gaúcha: possibilidade de chuva intensa e risco elevado de transtornos;
- Planalto Norte: previsão de volumes elevados e possibilidade de problemas relacionados ao excesso de chuva;
- Missões: região também aparece entre as áreas de maior risco.
Além dessas localidades, outras partes do estado podem registrar chuva moderada a forte ao longo do período.
A situação exige atenção principalmente em áreas próximas a córregos, rios e encostas, onde os acumulados anteriores podem potencializar os impactos da nova precipitação.
Chuva pode chegar a 200 mm em alguns pontos
O volume previsto chama atenção. De acordo com as projeções apresentadas, alguns pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina podem acumular entre 150 e 200 mm de chuva.
Esse volume não significa que todas as cidades receberão a mesma quantidade de precipitação. A distribuição da chuva pode variar bastante de uma região para outra.
Mesmo assim, a possibilidade de acumulados elevados aumenta o risco de problemas em locais que já receberam chuva nos últimos dias.
Cemaden alerta para risco de deslizamentos
O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) alerta que regiões que já registraram acumulados de chuva anteriormente podem apresentar maior risco de deslizamentos.
A preocupação é especialmente relevante em áreas urbanas e encostas naturais.
Quando o solo recebe grandes volumes de água em sequência, sua estabilidade pode diminuir, aumentando a possibilidade de movimentos de terra em pontos mais vulneráveis.
Por isso, áreas com histórico de deslizamentos ou construções próximas a encostas merecem atenção durante os períodos de chuva mais intensa.
Caxias do Sul e Lages têm risco alto de alagamentos e enxurradas
Entre os pontos destacados pelo Cemaden estão Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e Lages, em Santa Catarina.
Nessas regiões, o risco de alagamentos de rios e ocorrência de enxurradas é considerado alto diante da combinação entre a chuva prevista e os acumulados registrados anteriormente.
A possibilidade de elevação rápida dos níveis dos rios também aumenta a preocupação em áreas próximas às margens e regiões naturalmente sujeitas a transbordamentos.
Rios Taquari-Antas, Caí e Sinos apresentam tendência de elevação
No Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Taquari-Antas, Caí e Sinos já apresentam tendência de elevação desde sábado (29).
A chegada de uma nova área de chuva intensa pode contribuir para uma elevação ainda maior dos níveis.
Por isso, moradores de áreas próximas aos rios devem acompanhar os avisos dos órgãos responsáveis, principalmente quando houver previsão de chuva persistente ou de forte intensidade.
Porto Alegre também aparece no mapa de riscos
A capital gaúcha está entre as regiões classificadas com risco moderado para alagamentos e enxurradas.
Além de Porto Alegre, aparecem nessa classificação Criciúma, Florianópolis, Joinville e Blumenau, em Santa Catarina, e Curitiba, no Paraná.
Nessas localidades, a previsão também aponta chuva de moderada a forte intensidade.
O risco de deslizamentos nessas áreas é considerado moderado, especialmente em pontos que já sofreram com acumulados recentes.
Por que a chuva pode provocar alagamentos urbanos?
Um dos problemas está na capacidade dos sistemas de drenagem.
Quando uma grande quantidade de chuva cai em pouco tempo, galerias, canais e córregos podem não conseguir escoar toda a água rapidamente.
A situação pode ser ainda mais complicada quando a região já recebeu volumes significativos de chuva anteriormente.
Nesse cenário, a combinação entre chuva intensa, rios em elevação e sistemas de drenagem sobrecarregados aumenta a possibilidade de alagamentos e enxurradas.
O que pode acontecer com os rios após a nova chuva?
Os rios podem continuar subindo devido à quantidade de água que chega às bacias hidrográficas depois das precipitações.
No caso dos rios Taquari-Antas, Caí e Sinos, a tendência de elevação já vinha sendo observada desde o fim de semana.
Se os novos volumes previstos forem elevados, algumas áreas próximas aos cursos d’água podem enfrentar novos transtornos.
O risco, porém, não é igual em todas as cidades. A intensidade da chuva, as condições do solo e o comportamento de cada bacia interferem diretamente na evolução dos níveis dos rios.
Ciclone extratropical exige atenção no Sul
A formação do novo ciclone extratropical coloca o Sul do Brasil novamente sob atenção nesta segunda-feira.
O principal alerta está relacionado à combinação de chuva moderada a forte, acumulados elevados e condições que já estavam sendo observadas antes da chegada do novo sistema.
Serra Gaúcha, Missões, Planalto Norte e grande parte de Santa Catarina aparecem entre as áreas que devem receber atenção especial.
Além da possibilidade de chuva intensa, o cenário envolve riscos de alagamentos, enxurradas, elevação dos rios e deslizamentos, principalmente em regiões que já receberam muita água nos últimos dias.
Por isso, quem vive em áreas próximas a rios, encostas ou locais historicamente sujeitos a alagamentos deve acompanhar a atualização dos alertas meteorológicos e das orientações da Defesa Civil durante a passagem do sistema.

