Anvisa proíbe supermercados de vender água mineral contaminada e alerta consumidores que compraram o produto

Supermercados não podem comercializar o lote de água mineral atingido pela interdição cautelar; análise microbiológica detectou coliformes totais e produto não deve ser consumido.

Supermercados e outros estabelecimentos não podem comercializar um lote de água mineral após uma análise detectar coliformes totais no produto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (2) a interdição cautelar da Água Mineral Natural sem Gás da marca Vitoriosa.

A determinação atinge especificamente o lote 110426L5, fabricado pela GEPF Agro Indústria Ltda. Enquanto a investigação estiver em andamento, as unidades atingidas não devem ser vendidas nem consumidas.

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Por isso, quem comprou água mineral recentemente precisa conferir a marca e, principalmente, o número do lote impresso na embalagem.

Supermercados não podem vender lote da água mineral

A medida foi adotada depois que um teste microbiológico apresentou resultado considerado insatisfatório.

Segundo a Anvisa, o laudo foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro, e detectou coliformes totais em 250 ml da amostra analisada.

A resolução oficial identifica o produto da seguinte maneira:

Produto: Água Mineral Natural sem Gás
Marca: Vitoriosa
Lote: 110426L5
Fabricante: GEPF Agro Indústria Ltda.

A interdição cautelar significa que esse lote fica temporariamente impedido de ser comercializado enquanto são realizados novos testes, análises e outras providências necessárias para concluir a investigação.

Quem comprou a água nos supermercados deve beber?

Não. A orientação oficial da Anvisa é clara: enquanto não for comprovada a segurança do produto, o lote interditado não deve ser consumido.

Isso significa que quem encontrar em casa uma garrafa da água Vitoriosa precisa conferir o lote antes de consumir.

Caso a identificação seja 110426L5, o produto faz parte da interdição cautelar determinada pela agência.

A mesma regra vale para estabelecimentos comerciais. Unidades desse lote não devem permanecer disponíveis para venda enquanto a medida estiver em vigor.

O que são os coliformes encontrados na água?

O resultado divulgado pela Anvisa aponta especificamente a presença de coliformes totais.

Esse detalhe é importante porque coliformes totais não são sinônimo automático de contaminação fecal.

O laudo citado pela agência não informa detecção de Escherichia coli, por exemplo. Portanto, não é correto afirmar neste momento que a água apresentou contaminação por fezes.

O que houve foi um resultado microbiológico considerado insatisfatório, suficiente para que a Anvisa adotasse uma medida preventiva para proteger os consumidores.

Toda água Vitoriosa está proibida?

Não. A decisão divulgada pela Anvisa identifica especificamente o lote 110426L5 da Água Mineral Natural sem Gás Vitoriosa.

Portanto, a medida não representa uma proibição automática de todos os produtos da marca.

Esse é justamente o motivo pelo qual o consumidor precisa conferir a identificação presente na embalagem antes de concluir que possui uma unidade atingida pela decisão.

Também é importante diferenciar interdição cautelar de uma proibição definitiva.

A medida é preventiva e temporária. Segundo a Anvisa, ela permanece em vigor enquanto são realizados testes, provas e demais procedimentos necessários para investigar o caso.

O que fazer se encontrar a água à venda?

Enquanto a interdição estiver vigente, supermercados e outros estabelecimentos não devem comercializar unidades do lote atingido.

Consumidores que identificarem produtos sujeitos a medidas sanitárias podem utilizar os canais oficiais para comunicar problemas à Vigilância Sanitária. A Anvisa também mantém um sistema público para consulta de alertas relacionados a produtos fiscalizados.

Para quem já comprou, o principal cuidado é mais simples: verificar marca e lote antes de abrir a garrafa.

Se for Água Mineral Natural sem Gás Vitoriosa do lote 110426L5, a orientação é não consumir enquanto a segurança do produto não for comprovada e a interdição cautelar permanecer válida.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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