A nova pesquisa quaest presidente, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra que Lula e Flávio Bolsonaro concentram os maiores índices de rejeição entre os candidatos avaliados, mas outro nome aparece logo atrás dos dois no levantamento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 55% de rejeição, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 53%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados nesse indicador.
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A pesquisa considera como rejeição os eleitores que dizem conhecer determinado candidato, mas afirmam que não votariam nele. O levantamento também mostra diferenças importantes no potencial de voto dos dois principais nomes.
Quem é o terceiro candidato mais rejeitado na pesquisa Quaest?
Depois de Lula e Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal (PRTB) aparece com o maior índice de rejeição entre os nomes avaliados.
O empresário e político registra 44% de rejeição, ficando oito pontos abaixo de Lula e nove pontos atrás de Flávio Bolsonaro.
Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 40%, e Romeu Zema (Novo), com 38%.
Renan Santos (Missão) registra 28% de rejeição, enquanto Augusto Cury (Avante) aparece com 25%.
O levantamento também inclui Rui Costa Pimenta (PCO), com 23%; Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 11%; Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata), com 10% cada; e Clariana Barão (DC), que apresenta o menor índice, com 7%.
Lula e Flávio lideram a rejeição entre os candidatos
Embora estejam em posições próximas no ranking de intenção de voto em alguns cenários, Lula e Flávio aparecem isolados nas primeiras posições quando o assunto é rejeição.
O levantamento aponta que 55% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto o índice de Lula chega a 53%.
A margem de erro de dois pontos percentuais impede afirmar uma diferença estatística entre os dois números.
Outro dado importante aparece quando a pesquisa mede quem conhece cada candidato e admite votar nele.
No caso de Flávio Bolsonaro, 40% afirmam conhecê-lo e dizem que votariam nele, enquanto 5% declaram não conhecê-lo.
Entre os entrevistados, Lula apresenta um potencial de voto maior: 44% dizem conhecê-lo e afirmam que votariam no petista, enquanto apenas 3% dizem não conhecê-lo.
Rejeição de Pablo Marçal chega a 44%
O terceiro lugar de Pablo Marçal no ranking de rejeição chama atenção porque o índice é consideravelmente superior ao registrado por outros nomes da disputa.
Com 44%, Marçal aparece à frente de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e dos demais candidatos analisados pela pesquisa.
Isso coloca o candidato em uma posição importante no levantamento: apesar de não alcançar os mesmos índices de Lula e Flávio, ele é o nome seguinte quando os eleitores são questionados sobre em quem não votariam.
A diferença também ajuda a dimensionar o cenário da corrida presidencial antes da definição da campanha.
Quem aparece depois de Pablo Marçal?
A lista segue com nomes que apresentam percentuais de rejeição menores.
Ronaldo Caiado tem 40%, enquanto Romeu Zema registra 38%. Renan Santos aparece com 28%.
Augusto Cury, que surge entre os principais nomes em um dos cenários de primeiro turno, apresenta 25% de rejeição.
Rui Costa Pimenta marca 23%.
Mais abaixo estão Samara Martins e Edmilson Costa, com 11% cada; Hertz Dias e Wilson Grassi, com 10%; e Clariana Barão, com apenas 7%.
A diferença entre os índices mostra como a rejeição está concentrada nos principais nomes testados pela Quaest.
Como está a disputa para presidente?
Além do ranking de rejeição, a pesquisa Quaest presidente também avaliou a intenção de voto para o primeiro turno.
Em um dos cenários apresentados, Lula aparece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 29%. Augusto Cury aparece na sequência, com 10%.
Os números indicam uma disputa concentrada nos dois primeiros colocados, com Lula à frente numericamente.
A pesquisa, porém, mostra que a vantagem nas intenções de voto não significa necessariamente uma diferença semelhante na rejeição. Nesse quesito, os dois líderes apresentam percentuais muito altos.
O que significa ter uma rejeição alta?
A rejeição é um indicador importante porque mostra o tamanho da parcela do eleitorado que já descarta determinado candidato.
Isso não significa, por si só, que o candidato não possa conquistar votos durante a campanha. Entretanto, uma rejeição elevada pode representar um obstáculo para ampliar o eleitorado disponível.
No caso de Lula e Flávio, os números mostram que mais da metade dos entrevistados rejeita cada um dos dois nomes.
Para Pablo Marçal, o índice de 44% também indica uma resistência relevante entre os eleitores.
A evolução desses números ao longo da campanha pode ser tão importante quanto as oscilações na intenção de voto.
Como foi feita a nova pesquisa Quaest?
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente em todo o Brasil, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Os resultados retratam o cenário no período em que as entrevistas foram realizadas e podem mudar conforme a campanha eleitoral avance, novos candidatos ganhem espaço e o eleitorado altere suas preferências.
Nova pesquisa mostra cenário de rejeição concentrado
A nova pesquisa quaest presidente revela um cenário no qual Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com os maiores índices de rejeição, ambos acima de 50%.
Logo atrás está Pablo Marçal, com 44%, seguido por Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Ao mesmo tempo, Lula lidera a intenção de voto em um dos cenários de primeiro turno testados pela Quaest, com Flávio Bolsonaro na segunda posição e Augusto Cury em terceiro.
O resultado mostra que a corrida presidencial não pode ser analisada apenas pelos percentuais de intenção de voto. A rejeição também pode ter peso importante na disputa, principalmente entre candidatos que já concentram grande parcela das preferências e, ao mesmo tempo, enfrentam resistência elevada entre os eleitores.

