Supermercados e outros estabelecimentos comercializavam um azeite que foi considerado fraudado e impróprio para consumo pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A irregularidade foi descoberta depois que amostras coletadas durante uma fiscalização passaram por análise laboratorial e apresentaram mistura de outros óleos vegetais.
O alerta envolve o azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo. O produto teve a comercialização proibida e o lote identificado pelas autoridades foi recolhido do mercado.
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Para quem comprou o azeite e ainda possui uma garrafa em casa, a orientação é não consumir o produto.
Fiscalização encontra azeite vendido em supermercados com irregularidade
As amostras foram coletadas pela Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária de São Paulo durante uma ação de fiscalização.
Depois da coleta, o azeite foi encaminhado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Goiás, onde passou por análises.
Foi nessa etapa que os técnicos encontraram a irregularidade.
Segundo o Mapa, os resultados confirmaram a presença de mistura de outros óleos vegetais no conteúdo vendido ao consumidor como azeite de oliva extravirgem.
Por causa do resultado, o produto foi considerado fraudado e impróprio para consumo.
Qual é a marca do azeite?
O produto atingido pelo alerta é:
Marca: San Paolo
Produto: azeite de oliva extravirgem
A medida não significa, portanto, que todos os azeites disponíveis nos supermercados apresentem algum tipo de irregularidade.
O alerta é específico para o produto identificado pelas autoridades.
Por isso, quem tem uma garrafa de azeite em casa deve conferir atentamente a marca e as informações presentes no rótulo.
Fiscalização também encontrou problema com empresa
As irregularidades não ficaram restritas ao conteúdo encontrado dentro das garrafas.
Durante as verificações, o Mapa também identificou problemas relacionados à empresa apontada como responsável pela importação e comercialização do azeite.
De acordo com o ministério, o endereço e o CNPJ apresentados nos rótulos e documentos fiscais não foram localizados ou confirmados.
O conjunto de irregularidades levou à determinação para retirada do produto do mercado.
Supermercados podem continuar vendendo o azeite?
Não.
Os estabelecimentos que eventualmente ainda possuírem unidades do produto atingido não devem mantê-las à venda.
O Mapa alerta que a comercialização de produtos proibidos configura infração e que os estabelecimentos que descumprirem a determinação podem ser responsabilizados.
O lote localizado durante a fiscalização já foi recolhido, mas o aviso também serve para impedir que unidades remanescentes continuem chegando aos consumidores.
Comprou o azeite? Veja o que fazer
Quem encontrar em casa uma unidade do azeite atingido pela determinação deve interromper o consumo.
O consumidor também pode procurar o estabelecimento onde realizou a compra para solicitar a substituição do produto, conforme as regras aplicáveis às relações de consumo.
Caso encontre o azeite irregular ainda sendo comercializado, a orientação é comunicar a situação às autoridades responsáveis.
O Ministério da Agricultura mantém uma relação pública de marcas e lotes de azeites que foram considerados impróprios para consumo após fiscalizações.
A recomendação é especialmente importante porque algumas fraudes envolvendo azeites não podem ser percebidas apenas olhando para a garrafa. Neste caso, foi necessária uma análise laboratorial para identificar a mistura de outros óleos vegetais no produto vendido como extravirgem.

