Aos 11 anos, menina deixa de guardar dinheiro para festa de 15 anos, vende 29 mil alfajores e ajuda amigo com apenas 7% de percepção de luz

Menina de 11 anos decidiu vender alfajores para ajudar amigo com grave problema de visão e abandonou o plano de guardar dinheiro para a festa de 15 anos.

Uma menina de apenas 11 anos decidiu abrir mão de um sonho pessoal para tentar ajudar um amigo que enfrentava uma grave limitação visual.

Moradora de Tijucas, na Grande Florianópolis, Laura Ferreira Schistl vendia alfajores para juntar dinheiro para sua futura festa de 15 anos. O objetivo mudou quando ela passou a conhecer melhor a situação de Lucas da Luz, então com 6 anos, e descobriu que a família do menino precisava arrecadar dinheiro para tentar realizar um tratamento.

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A decisão transformou uma pequena venda de doces em uma grande mobilização.

Segundo reportagem publicada pelo Oeste Mais em outubro de 2019, Laura participou da produção e venda de 29 mil alfajores, enquanto a campanha da família de Lucas já havia ultrapassado R$ 100 mil. De acordo com o relato, cerca de 70% do valor arrecadado naquele momento vinha da venda dos doces.

Laura vendia alfajores para realizar o sonho da festa de 15 anos

Tudo começou com um objetivo bastante diferente.

Laura queria juntar dinheiro aos poucos para fazer sua festa de 15 anos. Para isso, começou a produzir e vender alfajores.

A ideia era guardar o resultado das vendas durante os anos seguintes até conseguir realizar a comemoração que imaginava.

Mas a rotina da menina mudou quando ela se aproximou ainda mais de Lucas.

Como Laura conheceu melhor a história de Lucas?

Lucas costumava passar as manhãs na casa da família de Laura enquanto os pais trabalhavam.

A convivência fez com que a menina acompanhasse de perto a realidade enfrentada pelo garoto e pela família.

Foi nesse contato que ela passou a entender melhor o problema de visão do amigo e o esforço dos pais para conseguir dinheiro para um tratamento.

A partir daí, Laura começou a enxergar a própria venda de doces de outra maneira.

O dinheiro que antes seria destinado a uma festa poderia ajudar a financiar uma tentativa de tratamento para Lucas.

Menino tinha apenas 7% de percepção de luz

Segundo a mãe, Mabilly Saramento, Lucas apresentava uma limitação visual importante.

A família relatava que o menino possuía apenas 7% de percepção de luz e tinha dificuldades para enxergar cores, formas e objetos.

A reportagem informa que Lucas nasceu prematuro e recebeu o diagnóstico relacionado ao seu quadro visual quando tinha aproximadamente 2 anos. Outras reportagens sobre a história identificam a condição como síndrome de Morsier.

A situação era descrita pela família como uma condição que comprometia de maneira significativa a visão do garoto.

Lucas chegou a dizer que seu maior sonho era conseguir enxergar.

Por que Laura decidiu trocar a festa pelos alfajores?

A mudança de planos veio de uma comparação bastante simples feita pela própria menina.

A festa de 15 anos seria um momento especial, mas duraria apenas um dia.

A possibilidade de ajudar Lucas a ampliar sua capacidade de enxergar, por outro lado, poderia representar uma mudança muito maior na vida do amigo.

Foi essa perspectiva que levou Laura a decidir que os alfajores continuariam sendo vendidos, mas o lucro seria destinado à campanha do menino.

A menina deixou, portanto, de pensar apenas no próprio sonho e passou a utilizar seu pequeno negócio para ajudar outra família.

Quantos alfajores Laura conseguiu vender?

A campanha alcançou um número impressionante para uma iniciativa que começou com uma criança vendendo doces.

Ao todo, foram 29 mil alfajores vendidos, segundo a reportagem que contou a história.

A quantidade ajudou a transformar o projeto de Laura em uma das principais fontes de recursos da campanha organizada para Lucas.

O que começou como uma maneira de guardar dinheiro para uma festa acabou tomando uma dimensão muito maior.

Quanto dinheiro a campanha conseguiu arrecadar?

A família de Lucas já havia conseguido reunir mais de R$ 100 mil no momento retratado pela reportagem.

O valor ainda não alcançava a estimativa total necessária para o tratamento e as despesas da viagem, mas representava uma parcela importante da meta.

Segundo a fonte original, cerca de 70% da arrecadação naquele momento vinha da venda dos alfajores de Laura.

Isso mostra o tamanho que a mobilização alcançou.

Quanto a família precisava para levar Lucas à Tailândia?

A família calculava que seriam necessários aproximadamente R$ 170 mil para bancar todo o projeto.

A quantia incluía os custos relacionados ao tratamento, além de despesas como passagens, hospedagem e alimentação durante a viagem.

A intenção era levar Lucas para a Tailândia e buscar um tratamento que, segundo os familiares, poderia tentar melhorar sua capacidade visual.

Tratamento com células-tronco era esperança da família

Segundo Mabilly, o procedimento planejado envolvia células-tronco.

A expectativa da família era que o tratamento pudesse aumentar a porcentagem de visão de Lucas.

A própria mãe, porém, ressaltava que não havia garantia de recuperação completa.

Como o nervo óptico do menino era bastante comprometido, a família dizia não ser possível prometer que ele chegaria a recuperar 100% da visão.

A expectativa mencionada na época era de que a capacidade visual pudesse chegar a aproximadamente 20%.

Laura colocou o próprio sonho em segundo plano

A história chama atenção justamente porque o objetivo inicial da menina era completamente pessoal.

Ela queria ter dinheiro para uma festa de 15 anos, algo bastante comum para uma criança daquela idade.

Mas, diante da situação do amigo, Laura decidiu mudar o destino daquilo que estava arrecadando.

Os alfajores passaram a representar mais do que uma fonte de dinheiro para uma comemoração.

Cada venda ajudava a campanha de Lucas a se aproximar do valor necessário para tentar realizar o tratamento.

A campanha transformou os alfajores em uma grande mobilização

O crescimento da iniciativa mostra como uma ação aparentemente pequena pode ganhar proporções muito maiores.

Laura começou vendendo doces para alcançar uma meta própria.

Depois, a produção aumentou e os alfajores passaram a fazer parte de uma mobilização que envolvia a família de Lucas, amigos e outras pessoas interessadas em ajudar.

Quando a reportagem foi publicada, já eram 29 mil unidades vendidas e mais de R$ 100 mil reunidos para a campanha.

Para uma menina de 11 anos, o resultado representava uma mobilização enorme.

O que aconteceu com o dinheiro da venda dos alfajores?

A proposta de Laura era destinar o lucro das vendas à campanha de Lucas.

Assim, a produção e comercialização continuavam, mas o objetivo havia mudado.

Em vez de guardar o resultado para a própria festa, a menina passou a trabalhar para contribuir com o tratamento do amigo.

Foi dessa maneira que uma atividade iniciada por um sonho pessoal acabou se tornando uma ferramenta de solidariedade.

Por que a história de Laura ganhou tanta repercussão?

A história reúne dois elementos que chamaram atenção na época: a pouca idade de Laura e a dimensão alcançada pela iniciativa.

Ela tinha apenas 11 anos quando decidiu abrir mão de juntar dinheiro para uma festa que ainda aconteceria anos depois.

Ao mesmo tempo, conseguiu ajudar uma campanha que já havia arrecadado mais de R$ 100 mil.

O número de 29 mil alfajores dá uma dimensão ainda maior ao esforço realizado.

O sonho de Lucas era conseguir enxergar

Enquanto Laura trabalhava para arrecadar dinheiro, Lucas enfrentava uma realidade completamente diferente.

De acordo com os relatos da família, ele tinha uma percepção visual extremamente limitada.

O menino dizia que seu maior sonho era conseguir enxergar.

Para a família, qualquer possibilidade de melhorar sua capacidade visual já seria significativa, ainda que não significasse uma recuperação completa.

Foi justamente esse sonho que fez Laura reconsiderar o que pretendia fazer com o dinheiro dos doces.

Uma festa de um dia contra a chance de mudar uma vida

A decisão da menina pode ser resumida na comparação que ela própria fazia.

Uma festa de 15 anos seria um momento importante e desejado.

Mas, para Laura, ajudar Lucas poderia produzir um efeito que duraria muito mais tempo.

A escolha não significa que a festa deixou de ser importante para ela.

Significa que, naquele momento, a menina decidiu colocar a necessidade do amigo acima do próprio plano.

O caso mostra a força de uma iniciativa simples

A história de Laura também chama atenção pela forma como a ajuda começou.

Não foi necessário iniciar com uma grande estrutura.

Ela já tinha uma atividade que conhecia: fazer e vender alfajores.

O que mudou foi o destino do dinheiro.

A partir dessa decisão, aquilo que poderia ser apenas uma pequena fonte de economia pessoal se tornou parte de uma arrecadação de grande porte.

E quanto os alfajores representaram na arrecadação?

Segundo o relato publicado na época, os doces chegaram a responder por aproximadamente 70% do dinheiro arrecadado até aquele momento.

Isso significa que a participação de Laura não foi apenas simbólica.

A venda dos alfajores teve peso considerável dentro da campanha criada pela família para alcançar o valor necessário ao tratamento.

A história aconteceu em 2019

É importante destacar que os fatos descritos pertencem a uma campanha realizada em 2019.

A reportagem original do Oeste Mais foi publicada em 29 de outubro daquele ano, enquanto as versões republicadas atualmente recuperam a história de Laura e Lucas.

Os valores de arrecadação, idade dos envolvidos, quantidade de doces e planos para a viagem devem, portanto, ser entendidos dentro daquele contexto.

Laura transformou uma venda de doces em um gesto de solidariedade

A história começou com uma menina vendendo alfajores para realizar um sonho próprio.

Depois, ao conhecer a situação de Lucas, ela decidiu mudar completamente o destino do dinheiro.

O resultado foi uma campanha que chegou a 29 mil alfajores vendidos, enquanto a família do garoto conseguiu reunir mais de R$ 100 mil para tentar financiar o tratamento. Segundo a reportagem, os doces representavam cerca de 70% desse valor naquele momento.

Laura tinha apenas 11 anos, mas encontrou uma maneira simples de transformar aquilo que já fazia em uma forma de ajudar alguém próximo.

No lugar de guardar cada venda pensando apenas na festa de 15 anos, ela passou a enxergar cada alfajor como uma pequena contribuição para o sonho de Lucas.

E foi justamente essa mudança de objetivo que transformou uma simples venda de doces em uma história que continuou sendo lembrada anos depois.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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