CEO de gigante da tecnologia faz previsão surpreendente sobre a cura do câncer

Inteligência artificial pode ajudar a encontrar a cura do câncer, segundo o CEO da Arm Holdings. Entenda por que seria a cura.

A inteligência artificial pode ter um papel decisivo na busca por tratamentos mais eficientes contra o câncer. A avaliação foi feita por René Haas, CEO da Arm Holdings, uma das principais empresas do setor de tecnologia e responsável pelo desenvolvimento de arquiteturas utilizadas em chips de grandes fabricantes.

Em entrevista à BBC, Haas afirmou acreditar que a inteligência artificial poderá ajudar a encontrar uma cura para o câncer durante a vida das pessoas.

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A declaração chama atenção pelo potencial atribuído à tecnologia, mas não significa que uma cura tenha sido descoberta ou que exista uma previsão científica de quando isso acontecerá.

Inteligência artificial pode mudar pesquisas contra o câncer

Segundo Haas, um dos grandes desafios atuais está na complexidade da relação entre o câncer e o DNA humano.

Para ele, modelar como determinados marcadores genéticos são afetados pela doença é uma tarefa complexa demais para os seres humanos e para os computadores disponíveis atualmente.

O executivo acredita, porém, que isso pode mudar conforme os modelos de inteligência artificial recebam mais dados e os computadores utilizados para executar esses sistemas se tornem mais poderosos.

IA pode acelerar descoberta de medicamentos

Um dos principais potenciais da tecnologia está justamente na capacidade de analisar enormes quantidades de informações em pouco tempo.

Haas afirmou que a inteligência artificial poderá não apenas reduzir o período necessário para descobrir novos medicamentos, mas também acelerar os processos de testes.

Isso poderia permitir que pesquisadores avaliassem um número maior de possibilidades e identificassem com mais rapidez moléculas ou tratamentos que mereçam novas etapas de investigação.

A cura do câncer ainda não é uma realidade

Apesar da previsão otimista, é importante separar expectativa tecnológica de uma descoberta médica.

O câncer não é uma única doença. Existem mais de 100 tipos diferentes, com características biológicas e respostas aos tratamentos que podem variar bastante entre pacientes.

Por isso, mesmo que a inteligência artificial consiga identificar novos alvos, medicamentos ou combinações de tratamentos, ainda são necessários estudos, testes clínicos e avaliações de segurança antes que uma nova terapia possa ser utilizada de forma ampla.

Tecnologia já é usada na medicina

A inteligência artificial não está apenas no campo das previsões para o futuro.

Ferramentas baseadas na tecnologia já vêm sendo utilizadas para auxiliar profissionais de saúde na análise de exames e na identificação de possíveis doenças.

No Reino Unido, por exemplo, ferramentas de raio X apoiadas por inteligência artificial já ajudaram a acelerar diagnósticos de câncer de pulmão, segundo informações divulgadas pelo sistema de saúde britânico.

Por que a declaração chama tanta atenção?

A expectativa em torno da inteligência artificial está relacionada à capacidade dos sistemas de processar informações em uma escala muito maior do que seria possível manualmente.

Na área médica, isso pode ser particularmente importante porque pesquisadores precisam lidar com grandes bancos de dados genéticos, exames, resultados de medicamentos e informações sobre diferentes grupos de pacientes.

A possibilidade de cruzar essas informações rapidamente pode ajudar a encontrar padrões que seriam difíceis de identificar por métodos tradicionais.

Previsão não significa cura garantida

A declaração de René Haas representa uma previsão sobre o potencial da tecnologia, e não uma confirmação de que a inteligência artificial encontrará uma cura definitiva para todos os tipos de câncer.

Ainda existem obstáculos científicos, tecnológicos e clínicos importantes.

Mesmo assim, o avanço da IA abre uma nova frente de pesquisa e pode contribuir para acelerar etapas que atualmente levam anos.

A expectativa é que, com modelos mais avançados e maior capacidade computacional, a tecnologia consiga auxiliar pesquisadores em problemas biológicos cada vez mais complexos.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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