Um novo golpe do Pix está chamando atenção de especialistas em segurança digital por utilizar uma estratégia diferente das fraudes tradicionais.
Em vez de convencer a vítima a clicar em um link falso ou fornecer seus dados, o criminoso infecta a própria loja virtual. No momento em que o consumidor vai pagar, o QR Code legítimo pode ser substituído por outro que direciona o dinheiro para uma conta controlada pelos golpistas.
LEIA TAMBÉM:
- Chuva de meteoritos cai sobre cidade brasileira, moradores correm para catar as pedras que vieram do céu, local vira alvo fácil de corrida de caçadores e compradores de outros países com um fragmento de 40 kg valendo R$ 120 mil
- Filho de Glória Menezes e Tarcísio Meira herda fazenda gigantesca no Pará com área equivalente a milhares de campos de futebol
- Salário de R$ 3.036 pode entrar na realidade de trabalhadores brasileiros com nova proposta
O problema é que a alteração pode acontecer sem mudanças visíveis para quem está realizando a compra.
Fraude já atingiu lojas virtuais brasileiras
A descoberta foi feita por um pesquisador de segurança e posteriormente verificada pela Kaspersky. Segundo a empresa, pelo menos 90 sites brasileiros de pequeno e médio porte que utilizam a plataforma Magento foram identificados com a infecção.
A ameaça também pode modificar o chamado Pix Copia e Cola. Dessa forma, mesmo quem prefere copiar o código em vez de escanear o QR Code pode acabar enviando o dinheiro para o destinatário errado.
Como o dinheiro é desviado
O funcionamento do golpe acontece dentro do processo de pagamento.
A loja gera normalmente o QR Code para receber o dinheiro. Porém, o código malicioso instalado no site consegue substituir essa informação pelo QR Code dos criminosos.
Para o consumidor, a página pode continuar parecendo normal. O valor da compra também pode permanecer correto, aumentando a dificuldade de perceber a fraude antes de confirmar a operação.
O dinheiro, entretanto, segue para outra conta.
Como identificar o golpe do Pix
A principal recomendação para quem compra pela internet é conferir os dados do destinatário antes de confirmar o Pix.
O nome e o CNPJ exibidos pelo aplicativo do banco devem ser compatíveis com a empresa responsável pela venda. Em pequenos estabelecimentos, pode acontecer de o pagamento aparecer no nome ou CNPJ do proprietário, por isso é importante verificar as informações disponíveis no site e, quando houver dúvida, entrar em contato com a loja.
A conferência do destinatário é uma das formas mais importantes de identificar uma possível troca do QR Code.
O que fazer se o Pix já foi desviado
Quem perceber que caiu em uma fraude deve procurar o banco imediatamente e informar o ocorrido.
Também é possível solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. O procedimento permite que as instituições financeiras tentem bloquear e recuperar valores relacionados a fraudes.
A rapidez é importante. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, criminosos podem transferir rapidamente o dinheiro recebido para outras contas, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores.
Mesmo quando a vítima demora para perceber o golpe, a orientação é comunicar o banco e solicitar o procedimento cabível.
Cartão também pode ser alvo da ameaça
O problema não termina no Pix.
O mesmo tipo de código malicioso pode capturar informações de cartão de crédito quando o consumidor escolhe essa modalidade de pagamento. Nesse caso, o lojista pode receber normalmente pela compra enquanto os dados do cliente são utilizados posteriormente pelos criminosos.
Por isso, especialistas recomendam a utilização de cartões virtuais temporários em compras online, além de manter sistemas e aplicativos atualizados.
Como se proteger
Antes de concluir qualquer pagamento por Pix em uma loja virtual, confira o nome e os dados do destinatário exibidos pelo aplicativo do banco.
Também é importante desconfiar quando as informações apresentadas forem incompatíveis com a empresa onde a compra está sendo realizada.
No caso de uma fraude, o consumidor deve agir rapidamente, comunicar o banco e solicitar o MED. Quanto menor o tempo entre o golpe e a comunicação, maiores tendem a ser as possibilidades de bloquear os valores antes que sejam transferidos para outras contas.

