Uma nova onda de atividade solar chama atenção por causa dos possíveis efeitos sobre sistemas tecnológicos utilizados na Terra. Quando partículas e radiação liberadas pelo Sol chegam ao planeta, elas podem interagir com o campo magnético terrestre e provocar uma tempestade geomagnética.
O fenômeno não representa uma ameaça direta à população como uma tempestade comum. O principal risco está relacionado aos sistemas tecnológicos que dependem das condições do ambiente espacial.
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Satélites podem ser afetados
Entre os equipamentos que podem sofrer interferências estão os satélites. Partículas energéticas e alterações no ambiente espacial podem prejudicar temporariamente o funcionamento de equipamentos em órbita.
Isso pode provocar efeitos indiretos em serviços que dependem dessas estruturas, principalmente sistemas de navegação, comunicação e posicionamento.
Tempestades solares também podem aumentar a quantidade de radiação recebida por equipamentos espaciais, exigindo medidas de proteção por parte dos operadores.
E os celulares podem parar de funcionar?
Apesar do alerta, isso não significa que os celulares de toda a população deixarão de funcionar.
Os possíveis impactos dependem da intensidade da atividade solar e de quais sistemas forem afetados. Uma tempestade geomagnética pode causar alterações na ionosfera e prejudicar determinados tipos de comunicação, principalmente aqueles que utilizam ondas de rádio de alta frequência.
Serviços terrestres que utilizam redes de fibra óptica e infraestrutura local não são afetados da mesma maneira que sistemas diretamente dependentes de rádio ou satélites.
Rádios estão entre os sistemas mais sensíveis
As comunicações por rádio podem sentir os efeitos de uma tempestade solar com maior facilidade. Alterações na ionosfera podem dificultar ou interromper temporariamente determinados sinais de alta frequência.
Esse tipo de interferência é especialmente relevante para sistemas que dependem de comunicação de longa distância por rádio, incluindo algumas operações aeronáuticas e marítimas.
Por isso, eventos de atividade solar mais intensa são acompanhados por órgãos especializados em clima espacial.
GPS também pode sofrer interferências
Outro sistema que pode ser afetado é o de posicionamento por satélite. Alterações na ionosfera podem provocar erros ou instabilidades nos sinais utilizados por sistemas de navegação.
Isso não significa necessariamente que o GPS deixará de funcionar. O impacto varia conforme a intensidade do evento e a região afetada.
Fenômeno também pode produzir auroras
Embora os possíveis problemas tecnológicos chamem atenção, tempestades geomagnéticas também podem produzir um dos efeitos mais conhecidos da atividade solar: as auroras.
Quando partículas provenientes do Sol interagem com o campo magnético e a atmosfera terrestre, podem surgir as chamadas auroras polares. Em eventos mais fortes, elas podem ser observadas em regiões mais distantes dos polos do que normalmente acontece.
A intensidade e a visibilidade dependem das características de cada tempestade solar.
Não há motivo para pânico
Uma tempestade solar não significa que haverá necessariamente um apagão generalizado, queda da internet ou interrupção dos celulares.
Os efeitos variam conforme a intensidade do evento e os sistemas atingidos. O principal objetivo do monitoramento do clima espacial é justamente antecipar possíveis interferências e permitir que operadores de satélites, redes de comunicação e outros serviços adotem medidas preventivas.
O fenômeno, portanto, merece acompanhamento científico, mas não deve ser confundido com uma previsão de colapso das comunicações na Terra.

