A influenciadora Fernanda Fialho morreu aos 29 anos na sexta-feira (2), deixando milhares de seguidores mobilizados nas redes sociais. Conhecida pelo perfil Para Que Tabu, ela utilizava a internet para compartilhar experiências relacionadas ao autismo, à maternidade atípica, à neurodivergência e à saúde mental.
Fernanda reunia mais de 160 mil seguidores e também atuava como escritora e palestrante. A causa da morte não foi divulgada.
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Fernanda Fialho ficou conhecida ao falar sobre autismo
Fernanda recebeu o diagnóstico de autismo na vida adulta. A descoberta aconteceu depois que sua filha, Ana Laura, de cinco anos, também foi diagnosticada com autismo.
Ao acompanhar a filha durante o processo de diagnóstico e tratamento, Fernanda passou a reconhecer características semelhantes na própria trajetória e buscou uma avaliação.
A partir dessa experiência, o conteúdo publicado nas redes sociais ganhou um novo direcionamento e passou a abordar de forma frequente a realidade de adultos autistas e os desafios relacionados à necessidade de suporte.
Perfil Para Que Tabu ganhou milhares de seguidores
Criado em 2018, o perfil Para Que Tabu se tornou o principal espaço de Fernanda para compartilhar sua rotina e discutir assuntos relacionados à neurodivergência.
A influenciadora falava sobre a própria experiência como mulher autista e mãe de uma criança autista, além de abordar temas como inclusão, diversidade, maternidade atípica e saúde mental.
Com o crescimento do perfil, Fernanda passou a alcançar mais de 160 mil seguidores e levou os assuntos que discutia na internet também para palestras e outros espaços de debate.
Fernanda também era escritora
Além da produção de conteúdo nas redes sociais, Fernanda Fialho escreveu sobre a própria trajetória.
Em 2025, lançou o livro “A história que meus pais não contariam – sobrevivendo sem o diagnóstico de autismo”, no qual abordou a experiência de viver durante anos sem saber que era autista.
A obra também tratou das dificuldades enfrentadas antes do diagnóstico e da descoberta da própria condição na vida adulta.
Saúde mental também fazia parte dos conteúdos
Outro tema presente no trabalho de Fernanda era a saúde mental.
A influenciadora compartilhava relatos sobre tratamentos e internações psiquiátricas que fizeram parte de sua trajetória. Esses relatos eram apresentados em meio às discussões sobre diagnóstico tardio, neurodivergência e a necessidade de suporte para adultos autistas.
Em uma das últimas publicações, Fernanda também abordou as dificuldades relacionadas ao suporte e à supervisão de pessoas neurodivergentes durante a vida adulta.
Maternidade atípica era um dos principais temas
A relação com a filha Ana Laura também ocupava espaço importante no conteúdo produzido por Fernanda.
Depois do diagnóstico da menina, a influenciadora passou a compartilhar experiências relacionadas à maternidade atípica e aos desafios enfrentados diariamente por famílias de pessoas autistas.
A experiência como mãe e mulher autista fez com que Fernanda transformasse situações pessoais em conteúdo voltado à informação e à discussão sobre neurodiversidade.
Morte de Fernanda Fialho foi anunciada nas redes sociais
A morte de Fernanda foi comunicada por meio de seu próprio perfil nas redes sociais. A publicação recebeu mensagens de despedida de seguidores, amigos e pessoas que acompanhavam o trabalho da influenciadora.
Fernanda tinha 29 anos e completaria 30 em 9 de novembro. A causa da morte não foi divulgada.
A trajetória deixada por Fernanda ficou marcada principalmente pelo espaço que abriu para discussões sobre autismo, diagnóstico na vida adulta, maternidade atípica e saúde mental.
Com milhares de pessoas acompanhando seus relatos, o perfil Para Que Tabu se tornou parte importante de sua atuação como criadora de conteúdo, escritora e palestrante.

